terça-feira, 1 de novembro de 2011

Marley e eu

“Marley & eu - Vida e Amor ao lado do pior cão do mundo” é um livro de grande sucesso de vendas, escrito pelo jornalista norte-americano John Grogan e virou filme também de grande sucesso, estrelado por Owen Wilson e Jennifer Aniston . Através de uma narrativa em primeira pessoa, Grogan relata a história real de seu cachorro da raça labrador americano chamado Marley e sua participação durante treze anos na sua vida. A história tem um final triste, com a morte do simpático cãozinho.


Não é o caso de vida imitando a arte, pois se trata de outra história real, o drama que teve desfecho nesta semana com a morte do nosso Marley. O cão, um belo collie de plumagem dourada, chegou à nossa casa há mais de 10 anos, presente de uma namorada ao Rafael. A namorada se perdeu no tempo, mas o Marley se aquerenciou na casa, recebendo esse nome em homenagem ao Bob Marley, uma das preferências musicais do Rafael.

Só que, ainda pequeno, o cão contraiu uma verminose, ou algo parecido e desde então tinha convulsões freqüentes. Nem as doses crescentes de gardenal conseguiam diminuir seu sofrimento, até que foi sacrificado depois de sucessivas crises no fim de semana.

Mesmo com uma existência sofrida, o Marley era um nobre representante dos pets entre nós. Grande, desajeitadamente imponente, mas dócil a ponto de se deixar acarinhar pela Maria Clara, que sempre fazia questão de visitá-lo no seu recanto quando estava na casa dos avós. E convivia soberano com os seus iguais de hoje, a yorkshire Felícia e seu filho, o Gordo, o primo Bento, o gato errante Peter e com os que por aqui passaram, deixando saudades, como a carismática vira-latas Penélope e o dengoso Chamã, da Flávia, um pincher preto como o Bento.

Todos eles, inclusive o peixe 101 da Mariana, se tivessem o dom de falar, me chamariam de avô, pois meus filhos os consideram seus filhos, tanto assim que a Maria Clara pede pelo “Maño” quando quer “conversar” com o Bento. Mas, devo confessar, que não sou muito afeito a cães e gatos, embora eles sintam uma irresistível atração por mim. Os bichos me cercam, procuram chamar minha atenção e pulam no meu colo desavisadamente e jamais os maltrato, mas seguramente vocês não me verão passeando com a bicharada. Se isso acontecer, pode chamar o Samu e me internar.

A verdade é que acabo me afeiçoando aos bichos e confesso que fiquei abalado com a morte do Marley, a quem dedicaria uma lápide se fosse o caso: “Aqui jaz um guerreiro – Marley Dutra”.