sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Dia do Profissional da Adrenalina

* Publicado a partir do original de  08/12/2013

Militei (gosto do termo) mais de 25 anos na chamada crônica esportiva. Comecei na Zero Hora, passei pela Folha da Tarde, trabalhei na Rádio e  TV Difusora (hoje Band), nas rádios Guaíba e Gaúcha, duas vezes em cada veículo, e encerrei esse ciclo na RBS TV/TVCom. Fui repórter e editor de jornal, editor e coordenador de rádio e TV, mas nunca me aventurei no microfone nem no vídeo. Achava que não tinha perfil pra isso, o que foi uma bobagem porque até a desenvoltura diante do público a gente aprende. Mas preferi me especializar nas ações da retaguarda da operação que envolve a cobertura esportiva, no dia a dia e nos grandes eventos.  Muito me orgulho também de ter atuado, por um bom período, na diretoria da Associação Gaúcha de Cronistas Esportivos (Aceg), da qual só não fui presidente. 

Aprendi muito neste período, até porque tive mestres inspiradores. Gente como o Armindo Ranzolin, um gigante ao qual presto meu reconhecimento e que, por feliz coincidência, faz aniversário nesta data; ao Ari dos Santos, que nos deixou recentemente e que na atividade profissional parecia ter a fórmula das polêmicas nos programas de debates; e,  nos jornais, meu guru Nilson Souza, um grande editor e cronista de texto irretocável, e o Emanuel Mattos, que também já nos deixou, e a quem devo minha reciclagem para o impresso nos anos 80. Claro que aprendi muito com outros companheiros e pra mim o aprendizado é permanente, mas faço questão de destacar os quatro profissionais porque realmente representaram muito na minha carreira. E em nome deles saúdo todos os que fazem da cobertura do esporte sua vocação e missão no jornalismo neste 8 de dezembro em que se celebra o Dia do Cronista Esportivo.

Comemorado no mundo inteiro, registros nada confiáveis creditam a data a Aulus Lépidis, que seria o primeiro cronista esportivo ao descrever num  8 de dezembro  um duelo entre escravos e leões, no jornal Acta Diurna, de Roma. Aulus  acabou ele mesmo devorado por animais famintos, jogado às feras por Marcelus Brunos, o domador dos leões, cuja esposa teria um caso amoroso com o primeiro mártir do jornalismo esportivo., que coisa, hein!

Fico pensando em como essa história seria contada pela imprensa esportiva da época e tenho certeza de seria uma cobertura ágil, detalhada, emocional e opiniática, com muita adrenalina, portanto, porque esses atributos – positivos ou negativos – fazem a essência da atividade. A verdade é que a crônica esportiva já nasceu sob o signo da controvérsia e isso é inevitável em se tratando de uma editoria que envolve competições e rivalidades – vide o nosso Grenal.

Não conheço cronista esportivo que não seja apaixonado por seu trabalho e aos que ficaram e aos que virão meu reconhecimento e um abraço parceiro. Que não falte adrenalina  pra vocês!




terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A Festa da Firma e uma pesquisa de enrubescer


* Editado a partir do original de 19/12/2014 e publicado em 03/12/2018 emColetiva.net 

Fim de ano é um período infernal para frequentar restaurantes. Nos almoços, nos jantares ou num simples happy é inevitável enfrentar nas mesas ao lado alguma confraternização de fim de ano da firma ou a própria festa da firma.  Observador atento que sou, sei distinguir logo a confraternização, um ritual mais ligeiro, do que seria a festa da firma, que exige uma produção mais requintada. Tanto assim que na festa as moças se apresentam invariavelmente em seus pretinhos básicos ou nas modernosas roupinhas com estampas da moda.  Todas de banho tomado, maquiagem  e cabelos caprichados, olhar do tipo “é hoje!” e sobraçando o embrulho com o presente do amigo secreto.  Sim, porque confraternização ou festa de firma que se preze tem que ter amigo secreto, com cerimônias de entrega plenas de algazarras – um mico para os mais austeros, entre os quais me incluo.  

E segue a fuzarca, em alguns casos interrompida pelo discurso do “Homem”, o chefão que banca a festa e vai agradecer aos “nossos colaboradores pela dedicação e a superação dos desafios”.  A frase é tão previsível como o sujeito inconveniente de fim de festa, que tomou umas a mais,  acha que é o gostosão do pedaço e passa a tirotear em todas as colegas.  Como sou rodado,  já vi de tudo nesses ocasiões.

A propósito de rodado, no último episódio do qual fui testemunha da série  “festa da firma” o tema recorrente entre as moçoilas, predominantes no caso,  era o resgate de um texto publicado tempos atrás na Folha de São Paulo com o sugestivo título “Você é uma mulher rodada?”. Confesso que fiquei enrubescido com o pouco que pude ouvir das quase senhoras, que eu arriscaria dizer, de conduta ilibada.

Pelo que entendi tratava-se de um questionário, resposta irônica e bem humorada ao machismo, com indagações do tipo “Já fez sexo no primeiro encontro?”, “Já fez sexo no primeiro encontro mais de uma vez?”,  “Não sabe quantos parceiros teve na vida?”, “Na verdade, nunca contou?”. Essas, eu diria,  eram as questões mais civilizadas. Não resisti,  agucei o ouvido e me arrependi porque as moças, quase senhoras, começaram a pegar pesado nos questionamentos que caracterizam a mulher rodada. Coisas do tipo: “Transou com estrangeiros na Copa?”, “Transou com colegas de trabalho na festa da firma?” “Já fez canguru perneta?”, além de uma que me deixou chocado – “Transou com anão?” -  e outra muito intrigadíssimo – “Já teve (ou tem) um PA e recomenda?”.

PA? O que indicaria a sigla? Quase abandonei minha posição de ouvidor passivo e fui perguntar  às ocupantes da mesa ao lado, mas recuei, eis que sou um tanto desprovido no quesito altura e minha presença poderia ser interpretada como o tal anão da transa, um anão oferecido que, se utilizado, resultaria em pontos extras rumo à mulher rodada.

Ao deixar o restaurante e a algaravia das moças, sai angustiado com o desconhecimento que persiste quanto ao significado de PA.  Não me arrisquei a dar qualquer outro significado a não ser  o verdadeiro e talvez seja condenado a ficar eternamente com essa dúvida, castigo para deixar de ser abelhudo. E aí, veio a surpresa final, quando uma das moças, quase senhora, disparou em alto e bom som:

- Tirando transar com anão, me enquadro em todas as outras questões!

Apressei o passo para me afastar logo do local. Vamos que a moça estivesse interessada em completar a série, convocando um anão...


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

A propósito do Black Friday: Farofada na Fila


* Está aberta a temporada das grandes promoções, por isso reedito esse texto de 2009, mas tão atual como nunca.

Brasileiro adora uma fila, até mesmo para praguejar contra ela. Observador da cena que sou, ficava pasmo quando se aproximava o Carnaval e constatava as imensas filas que se formavam, as vésperas do início da venda de ingressos para os desfiles. É verdade que as filas carnavalescas acabaram, porque o Carnaval de Porto Alegre acabou. Antes, era uma farofada de cadeiras de praias, cozinhas e camas improvisadas, chimarrão e trago circulando de mão em mão, tudo isso pelo privilégio de serem os primeiros a adquirir os ingressos. Famílias inteiras, inclusive com bebês de colo, participavam da maratona tresnoitada, onde não faltavam garotas assanhadinhas e rapazes ativos e operantes. Tudo inútil. Sobravam ingressos, assim que a fila dos apressadinhos se dissipava.

Esse comportamento que precede os grandes eventos sempre me intrigou. Essa gente não trabalha? Se é ociosa, de onde vem a grana para os desejados ingressos? Será que não existe nada mais interessante e produtivo para passar o tempo do que marcar espaço à espera da bilheteria abrir? E a higiene desse pessoal como é que é feita? Estava ruminando acerca dessas importantes indagações e dos sacrifícios a que se submetem esses vanguardeiros, quando me caiu a ficha: é que as emissoras de TV, cumprindo uma pauta pouco criativa, estão sempre presentes para captar imagens desses grupos. Aí é festa!

Observem as imagens: sempre há alguém dormindo ou se fazendo, mesmo que o sol já esteja a pino, outros repartindo refeições e bebidas das intermináveis garrafas térmicas e uma alegria artificial de quem está recebendo o justo reconhecimento dos 5 segundos de fama a que tem direito. Não foram escolhidos para o BBB, então só resta ser celebridade na fila. Podem conferir, as imagens são sempre as mesmas, como são as mesmas as óbvias perguntas dos repórteres. “Desde quando estão aqui?” Se for antes de show de artista pop não vai faltar cerveja e um rosário de sonoras identificando as cidades de origem

Foge a minha compreensão  aqueles atropelos nas lojas dos EUA e na Inglaterra  no início das liquidações. É um comportamento que depõe contra o gênero humano. O pior é que a moda está pegando aqui no Brasil e dia de abertura de liquidação nas lojas mais populares é precedida de farofadas nas filas, com as mesmas cadeiras de praia, as mesmas garrafas térmicas, eventualmente uma barraca, gente insone, mas cheia de energia para comprar o que nem sempre precisa, mas garantir uma eventual participação televisiva. Empurra daqui, empurra dali e daqui a pouco se sobressai o fortão, carregando nos ombros uma tv de plasma, ou o casal que tenta ajeitar o refrigerador e mais os filhos numa velha Brasília. E é sempre a mesma coisa.

Estou sendo demasiadamente cruel com os hábitos populares? Pode ser, mas se um dia me virem participando de uma farofada dessas, chamem a SAMU e me internem.

*Publicado originalmente em Coletiva.net, em 8/7/2009



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Exemplo de resistência

* Publicado nesta data no Coletiva.net

Mesmo com o encolhimento de uns anos para cá, não é exagero afirmar que  a Feira do Livro é o maior acontecimento anual de Porto Alegre. O encolhimento, pela diminuição de barracas e concentração de todas  as atividades na Praça da Alfândega,  acho até que  foi benéfico para a Feira na medida em que facilitou a circulação e interação das pessoas.  De minha parte confesso  que gosto tanto da Feira que, se pudesse, passava todos os dias lá, o que ocorria quando trabalhava no Centro Histórico. Sempre dava um jeito de escapar até a praça  para esgravatar as caixas de sebos e olhar invejoso para as estantes cheias de livros e, melhor ainda, tomar um chope ali perto no fim da tarde,

Entretanto, nego peremptoriamente que tenha participado da primeira Feira, em 1955.O idealizador do evento foi o jornalista e depois vereador Say Marques, que era diretor do extinto Diário de Notícias, da rede Associada – a Globo da época. Na época, eu tinha cinco anos apenas. Na verdade, começam pelo visionário jornalista  as minhas afinidades com a Feira, uma vez que ele era amigo do meu pai, que o tratava reverentemente como “dr. Say Marques”;  depois, porque tive o privilégio de trabalhar com a filha dele, a competentíssima Rosana Orlandi, primeiro na TVE e mais tarde na RBS TV, onde produz o Galpão Criollo.

Porém, foi quando passei a trabalhar na também já extinta Folha da Tarde, em meados da década de 70 do século passado, que comecei a frequentar a Feira regularmente.  Da redação na Rua Caldas Junior à Feira era um pulo e não havia como ficar indiferente às barraquinhas instaladas ao longo da praça.  Lembro bem o primeiro livro que adquiri. Foi  O Príncipe, de Maquiavel, que ainda faz parte da minha modesta biblioteca e é consultado sempre que necessário,  esse verdadeiro manual da arte da política. Línguas ferinas e adversários invejosos insinuam que adquiri o livro errado, que estaria à procura de O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry e me “principitei" (sim, com direito a trocadilho) levando O Príncipe. Nego peremptoriamente de novo. Mais tarde também incorporei o Pequeno Príncipe ao meu acervo para que ficasse à disposição dos filhos. 

Desde aquela pioneira incursão, minha relação com a Feira se diversificou. De leitor passei a me envolver mais diretamente com a organização por conta das minhas atividades profissionais, seja na TVE, seja na Prefeitura de Porto  Alegre. Por fim, o envolvimento foi como autor, com direito a quatro sessões de autógrafos.

Em todas as formas de relação, a obsessão pela aquisição dos livros se mantém, embora ainda não tenha batido o recorde de cinco anos atrás quando levei para casa  mais de 30 livros, entre lançamentos e saldos. Este ano já adquiri Um Gato Que Se Chamava Rex, de Lucas Barroso (um exemplar para cada neta, Maria Clara e Rafaela),  Estrada, Meu Humor, do Jorge Estrada, uma coletânea de histórias e gafes da radiofonia, A Historia de Djalma  Beyer, escrito pelo filho, jornalista Márcio Beyer, sem contar o também biográfico Ayrton Patineti dos  Anjos, com a assinatura de Márcio Pinheiro e Roger  Lerina, lançado pouco  antes da  Feira. Recomendo todos, assim como a edição das charges de Sampaio, Ria Por Favor, organizada pela filha Maria Lucia Sampaio, obra distribuída  gratuitamente na barraca da Associação Riograndense  de Imprensa.

Vou revisitar a Feira para levar pelo menos mais duas obras: O Senador Acaba de Morrer, um retrato da carreira  do senador Pinheiro Machado por seu sobrinho-neto, José  Antonio Pinheiro Machado, também conhecido por Anonymus  Gourmet, e o novo romance da bela e  talentosa Letícia Wierzchowski, O Menino Que Comeu Uma Biblioteca, com autógrafos nesta terça-feira. Preciso  resgatar também Revolução Cidadã, legado deixado pelo queridíssimo Cezar Busatto. Além disso, fico na expectativa de mais dois lançamentos, extrafeira: Cavalos e Armas, terceiro romance, já em pré-venda, de Gustavo Machado, dono de um dos  melhores textos  que conheço, e o segundo livro do meu amigo da adolescência, Léo  Ustarroz, o  instigante  Resgate em Pamplona, que tive a honra  de prefaciar.


Ainda sobre a Feira, é importante enfatizar que ela  transcende a crise do mercado livreiro e o crescente descaso que o poder publico passou a dedicar aos eventos culturais, inclusive em Porto Alegre, que se orgulhava da sua efervescência cultural. E já que o termo está na moda, resistência de verdade é com a Feira do Livro. Longa vida a ela.



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O dia seguinte


* Publicado originalmente no Coletiva.net em 29/11/2018

- “Mais uma semana e a gente virava o jogo!”
- “Perdemos para as fake news.”
- “Os  whatsapps deles foram mais eficientes.”
-  “Ah,  se fosse o Lula!”
- “Esperamos muito tempo pelo Lula.”
-  “O Haddad apelou demais para  o Lula.”
- “ Haddad não devia ter se afastado do Lula no segundo turno.”
- “Faltou fazer o mea  culpa.” 
- “Mea culpa é para  os fracos.”
- “A Manoela na missa foi gol contra.”
- “A Manoela  devia ter aparecido mais. Apelo aos jovens, entende?!”
-  “Não dá pra depender só do  Nordeste.”
- “Pô, a diferença no Nordeste tinha que ser maior!”
- “ Esperava mais do Ciro e da Marina.”
- “Este Ciro é um #$%*§!”
- “A Marina é  uma mosca morta.”
- “Só o Boulos é de fé.”
- “O Boulos não acrescentou nada. Teve menos voto que o Daciolo. ”
- “O FHC podia ter ajudado. Afinal, é um democrata!”
-  “Pedir voto pros  coxinhas é brabo!”
- “ Mano  Brown, Cid Gomes, baitas traíras.”
- “A Globo, o Bonner, a Regina  Duarte...”
- “A Record, o bispo, o  Mendelsky...”
- “A Band, o  Boechat, o Macaco Simão...”
- “A Veja, a IstoÉ, o  Estadão...”
- “O STF, o TSE, o Sérgio Moro...”
- “O Adnet  podia ter caprichado  mais no Haddad.”
- “ O Trump, a CIA, a Ku Klux Klan  e nós com  o Maduro, o Mujica e a OEA...”
- “ Nem o papa, nem o Roger Waters  ajudaram.”
- “Não imaginava que tinha tanto fascista no Brasil.”
- “ Agora eles vão ver o que é oposição!”
Senhoras e senhores, o terceiro turno já começou.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Verdades e bobagens eleitorais


* Publicado originalmente no Coletiva.net em 22/10/2018
Nem 13 nem 17, mas a soma de ambos em  verdades  e bobagens desta campanha eleitoral, que elenquei após muita  reflexão #sqn:

1. Nunca antes se discutiu tanto sobre política no país

2. Campanha para valer é a do segundo turno. Primeiro turno é só aquecimento.

3. Não  adianta acordo entre caciques  quando o eleitor decide o contrário

4. Lula será  o grande eleitor no final das contas: para o Haddad e o Bolsonaro.

5 As Fake News também foram um grande cabo eleitoral

6. As mídias tradicionais  perderam força, assim como tradicionais candidatos.

7. Os partidos  foram os grandes derrotados desta eleição.

8 Os institutos de pesquisa mantiveram o padrão: erraram demais.

9. E a mídia vai sair bem chamuscada.

10. Os eleitores defecaram e andaram para a opinião das celebridades.

11. Os eleitores se lixaram para as propostas de governo. E os  candidatos  também.

12.Homofobia, racismo, misoginia, religião, alguns dos temas mais relevantes debatidos na campanha.

13.Agressividade, o mais forte e inútil argumento eleitoral.

14. Fogo amigo foi outro adversário do Haddad.

15.  Os irmãos Ciro e Cid vão acabar criando o PCR,  Partido dos Cearaenses  Ressentidos.

16. Os cards sobre a Dilma foram os melhores das redes sociais.

17. As urnas fizeram o que Lewandowsky protelou: cassaram Dilma.

18 .O que teve de apoio “crítico”...

19. Será  alta a participação dos eleitores  tipo “não sou..., mas vou votar no...”

20.Pela persistência, Eymael merecia um mandato,

21. Cabo Daciolo, o Enéas (“Meu nome é Enéeeas!”) contemporâneo.

22. Cláusula de barreira pra valer é a exigência da Ficha Limpa.

23.Urnas eletrônicas: nunca antes tão contestadas, mas nada provado.

24. O Temer estava quietinho, esquecido, aí a PF...

25. Alguém sabe desdobrar as siglas PSL, PRTB, Pros?

26. Bolsonaro foi uma mega-sena eleitoral para o PSL

27. A campanha eleitoral virou uma Caixa de Pandora.

28. A eleição confirmou que a reforma politica é a mais urgente!

29. Independente  de quem ganhar a eleição, o pior vem depois.

30. O WhatsApp será como o estagiário: vai levar a culpa.

Apesar de tudo, o Brasil que já sobreviveu ao Collor, ao Sarney, à Dilma/Temer, vai sobreviver de novo.