terça-feira, 30 de março de 2010

Dourado, o gênio da raça?

Que royalties do pré-sal coisa nenhuma. O que une os gaúchos no momento é a torcida para Dourado no BBB10. O pró-Dourado superou o pré-sal. O jogo de palavras é artificial, reconheço, mas verdadeiro.

Fui testemunha no sábado e domingo à noite da torcida pela permanência de Dourado na casa, precedida de campanha aberta pela votação no concorrente. Quando ficou confirmada a permanência dele e a garantia de que estará na final, juro que ouvi foguetes lá na zona sul. Outros depoimentos dão conta de que urros em uníssono foram ouvidos em vários condomínios da cidade quando o Bial anunciou a eliminação do Dicésar.

As justificativas para o movimento dos gaúchos em favor de Dourado vão do fato de ser colorado ao próprio preconceito que exteriorizou em relação a ala gay do programa. Mas, na verdade, o que está falando mais alto é o sentimento farroupilha que assumiu Dourado como ícone e bandeira num momento em que nosso amado Rio Grande parece estar com a auto-estima em baixa. Não duvidem se for organizada uma grande manifestação na Goethe em caso de vitória do “nosso” candidato.

De minha parte, mantenho a posição anterior. Não contem comigo para essas patriotadas. Pode ser rabugice, mas Dourado não me representa e está longe de ser o “gênio da raça” que, por falta de melhores opções, tentam nos impingir.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Bobagens da Internet: as idades do homem e os aviões

O Homem até os 20 anos: Avião de Papel
Apenas voos rápidos, de curto alcance e duração.

Dos 20 aos 30: Avião de Caça Militar
Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objetivo.Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo..

Dos 30 aos 40: Aeronave Comercial de voos regionais
Mantém horários regulares.Destinos bastante conhecidos e rotineiros.Os voos nem sempre saem no horário previsto, o que demanda mudanças e adaptações que irritam a clientela.

Dos 40 aos 50: Aeronave Comercial de voos internacionais
Opera em horário de luxo. Destinos de alto nível. Voos longos, com raros obressaltos.
A clientela chega com grande expectativa; ao final, sai cansada, mas satisfeita.

Dos 50 aos 60: Aeronave de Carga
Preparação intensa e muito trabalho antes da descolagem.Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem.A clientela é composta majoritariamente por malas e bagulhos diversos.

Dos 60 aos 70: Asa Delta
Exige excelentes condições externas para alçar voo.Dá um trabalho enorme para decolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair antes da hora. Após a aterragem, desmonta e guarda o equipamento.

Dos 70 aos 80: Planador
Só voa eventualmente e com auxílio.Repertório de manobras extremamente limitado.
Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.

Depois dos 80: Aeromodelo.
Só enfeite.

E voce, onde se enquadra???

segunda-feira, 22 de março de 2010

Imperdível!


A exposição "Eu, Porto Alegre, a Cidade do Futuro", na Usina do Gasômetro. Aberta ao público até 4 de abril.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Veteranices

Agora que cheguei aos 60 fiquei mais atento aos sinais que identificam, mais do que a aparência, a certeza inexorável que a terceira idade chegou. Usar a palavra ‘mocidade’ para designar os mais jovens é pule de 10. A ‘mocidade’, no caso, vem sempre acompanhada de outra expressão denunciadora – “no meu tempo”, seguida da afirmativa de que tudo era diferente e muito melhor. “Essa mocidade de hoje não sabe...” e o cidadão já dispara uma contrariedade em relação ao comportamento das novas gerações. É pura inveja. Pensando bem, “novas gerações” está no limite para entrar no léxico da terceira idade.

Passemos a outros itens incriminadores, entre os quais destaco o uso da bermuda com cinto, da calça ajustada acima do umbigo, do tênis com meia social, da camisa social com calça jeans e abotoada até o colarinho. É nessa fase que as peças do vestuário voltam a ter seus nomes originais: meia é carpim, cueca atende por ceroula, terno passa a ser fatiota e soutien parece que é um tal de corpinho.

Fortes indícios comportamentais da veteranice: chegar cedo ao banco para curtir mais tempo na fila (sempre haverá uma alma gêmea para conversar); praticar caminhada com guarda-chuva (ao menor sinal de virada do tempo); trocar opiniões sobre doenças e remédios com conhecidos e desconhecidos (cada um usa pelo menos três tipos de medicamentos); usar pendurado à cintura aquele chaveiro carregado de chaves de todos os tamanhos ( e esquecer para que servem tantas chaves); jogar damas nos tabuleiros das praças (pode ser bocha também), com um longo suspiro à passagem dos “brotos” e um pensamento nostálgico: “Era bom!”. Vamos combinar que eu estou fora dessas.

Existem muitos outros sinais, uns mais outros menos visíveis. É só prestar a atenção e quem tiver contribuições pode enviar para este blog.

A propósito, circula na Internet uma piada que ilustra bem as agruras do tempo que passa:

A turma de amigos quarentões discutia onde jantar. Finalmente concordaram que seria no Café Ritz, porque a garçonete era gostosa.

Dez anos depois, aos 50, se encontram de novo e discutem pra lá pra cá, para resolver onde jantar. Finalmente resolvem ir ao Café Ritz, porque a comida era muito boa e a seleção de vinhos excelente.

Passados mais dez anos, aos 60 agora, voltam a se reunir e toca a discutir onde deveriam jantar. Finalmente chegam à conclusão que devem ir ao Café Ritz, porque é um lugar onde podem desfrutar uma refeição na paz e tranquilidade e o restaurante é para não fumante.

Mais dez anos, já com 70, tornam a juntar-se para resolver onde se reunir para jantar. Finalmente escolhem o Café Ritz, porque tem fácil acesso para cadeiras de rodas e até mesmo elevador.

E passados mais dez anos, com 80 no lombo, grupo se reencontra uma vez mais para decidir onde jantar. Finalmente resolvem ir ao Café Ritz, porque seria uma ótima idéia experimentar um restaurante onde nunca tivessem ido antes...

(Tóinng)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Bobagens da Internet: bula de homem

Indicações:

Homem é recomendado para mulheres portadoras de SMS (Síndrome da Mulher Sozinha). Homem é eficaz no controle do desânimo, da ansiedade, irritabilidade, mau-humor, insônia, etc.

Posologia e Modo de Usar:

Homem deve ser usado três vezes por semana. Não desaparecendo os sintomas, aumente a dosagem ou procure outro..

Homem é apropriado para uso externo ou interno, dependendo da necessidade da mulher.

Precauções:

Mantenha longe do alcance de amigas (vizinhas solitárias, loiras e/ou morenas sorridentes, etc.). Manuseie com cuidado, pois Homem explode sob pressão, principalmente quando associado a álcool etílico. É desaconselhável o uso imediatamente após as refeições..

Apresentação:

Mini, Max, Super, Mega, Plus ou Super Mega Max Plus.

Conduta na Overdose:

O uso excessivo de Homem pode produzir dores abdominais, entorses, contraturas lombares, assim como ardor na região pélvica. Recomenda-se banho de assento, repouso, e contar vantagem para a melhor amiga!

Efeitos Colaterais:

O uso inadequado de Homem pode acarretar gravidez e acessos de ciúmes.... O uso concomitante de produtos da mesma espécie pode causar enjôo e fadiga crônica.

Prazo de Validade:

O número do lote e a data de fabricação encontram-se na cédula de identidade e no cartão de crédito.

Composição:

Água, tecidos orgânicos, ferro e vitaminas do Complexo 'P'.

Atenção:

Não contém SIMANCOL. Cuidado!!! Existem no mercado algumas marcas falsificadas, a embalagem é de excelente qualidade, mas quando desembrulhado verifica-se que não fará efeito nenhum, muito pelo contrário, o efeito é totalmente oposto, ou seja, além de não serem eficazes no tratamento podem agravar os sintomas.

Instruções Para o Perfeito Funcionamento:

1. Ao abrir a embalagem, faça uma cara neutra, não se mostre muito empolgada com o produto. Se ficar muito seguro de si, o Homem não funciona muito bem, vive dando defeito.

2. Guarde em lugar fresco (fedorento não dá) e seguro (pois é frágil).

3. deixe fora do alcance de amigas.....

4. Para ligar basta uns beijinhos no pescoço pela manhã; para desligar basta uma noite de sexo, ele dorme como uma pedra e nem dá boa noite (falta de educação é defeito de fábrica).

5. Programe-o para assinar talões de cheque sem reclamar.

6. Carregue as baterias três vezes por dia: café, almoço e jantar (mais que isso provoca pneuzinhos indesejáveis).

7. Em caso de defeito, algumas táticas costumam dar certo: esconda o controle remoto da televisão. Se a falha insistir, corte o futebol com os amigos no final de semana e o chopp. Se o problema persistir, a única maneira é fazer greve de sexo.

Para finalizar:

Homem não tem garantia de fábrica e todas as espécies são sujeitas a defeitos. A solução é ir trocando até que se ache o modelo ideal, contudo, recentes pesquisas informam que esse, não foi INVENTADO ainda!!!

domingo, 14 de março de 2010

Abaixo o bis


Assisti na sexta-feira passada ao show da Rita Lee, que ela classificou como ensaio geral para o dia seguinte. Como não alcanço as sutilezas e exigências da artista, que parecia incomodada com algum detalhe da produção ou da performance dos músicos, curti a apresentação como se estivesse assistindo aos Mutantes lá na década de 70, quando me tornei fã de carteirinha da Rita Lee. Tanto assim que Fuga nº 2 (“Pra onde eu vou, venha também...”) era a música que meu grupo usava como característica (ou prefixo, como se dizia na época) dos trabalhos audiovisuais na Fabico, a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Ufrgs. Mas aí já é muita nostalgia.

Voltemos a Rita atual que aos 65 anos – ou seriam 62? – ainda dá um caldo, tem energia pra dar vender, contagia pela irreverência e astral e, é claro, pelo balanço de suas músicas. Mesmo eu, que tenho a destreza daqueles bonecos thunderbirds, dei minhas saracoteadas discretas.

Só uma coisa me incomodou no show, como em tantos outros que tenho assistido: o momento do bis. Até os tapetes do teatro sabem que o primeiro encerramento dos artistas é “fake”. Pode ser rabugice minha, mas é sempre a mesma encenação: o pessoal se despede, agradece, acena para o público, as luzes se apagam e começa a bateção de palmas e pés, gritinhos e assobios, exigindo a volta dos artistas ao palco. No show da Ritinha, uma senhora atrás de mim gritava, com carregado sotaque interiorano: “Rita Lee cadê você, eu vim aqui só pra ti ver”. Nem eu mereço!

Todo mundo sabe que é só questão de tempo para os artistas retornarem e interpretarem mais duas ou três músicas. Mas o ritual acontece em todos os shows e é sempre igual. Desconheço como é o comportamento do público e dos artistas no exterior e só o que me falta é esse ritual do bis ser uma bobagem globalizada. O que leva artista e público e esse acordo tácito? O pessoal da psicologia deve ter uma boa resposta.

Uma única vez conseguimos, eu e todos os espectadores, escapar do bis. Foi na apresentação de uma inglesa no Teatro do Sesi, misturando música e interpretação de textos cabeças, uma chatice internacional. Tão chato que assim que a moça apresentou a última música, o teatro esvaziou rapidamente – todos debandaram temerosos de que ela voltasse para o bis.

Se eu fosse um artista renomado, para escapar a um constrangimento desses - de não ser exigido para o bis – ou para evitar a chatice de sair e voltar do palco e toda a algazarra que precede a extensão do show, demarcaria ao final das minhas apresentações o momento da transição: “Olha aqui pessoal, a partir de agora é o bis, não precisa nem pedir”. E já emendava dois ou três sucessos antigos que é o que o povo quer. Simples e eficiente. Enquanto isso, abaixo o bis.

terça-feira, 9 de março de 2010

Copiei do previdi.com - II

Dia Internacional do Homem – pobre coitado

Ser homem é...
Sentir a dor física e moral de uma bolada no saco.
A tortura de ter que usar terno no verão.
O suplício de fazer a barba todo dia.
O desespero de uma cueca apertada.
Pilotar a churrasqueira nos fins de semana enquanto todos se divertem.
Desviar os olhos do decote de uma mulher, que se faz de distraída e deixa a blusa desabotoada até o umbigo.
A loucura de fingir indiferença diante de uma mulher sem sutiã.
Ter a obrigação de ser um atleta sexual.
Ter a suspeita de que ela, com todos aqueles suspiros e gemidos, só está tentando nos incentivar.
Ter que reparar na roupa nova dela.
Ter que reparar que ela mudou de perfume.
Ter que reparar que ela trocou a tintura do cabelo de Imedia 713 para 731.
Ter que reparar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja somente as pontinhas.
Ter que jamais reparar que ela tem um pouco de celulite.
Ter que jamais dizer que ela engordou, mesmo que isto seja a pura verdade.
Trabalhar pra cacete em prol de uma família que reclama que você trabalha pra cacete.
Depois elas ainda acham que é fácil, só porque nós não menstruamos!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Copiei do previdi.com

O sábio Gilberto Jasper avisa:
Quem bebe um litro de água por dia, ao longo de um ano terá ingerido um quilo de coliformes fecais que estão diluídos na água.
Saiba que os coliformes fecais não sobrevivem ao processo de produção da cerveja.

(Por que o Giba só manda contribuição para o Previdi e o Ari/Concriar?)

domingo, 7 de março de 2010

DIRETO DE INTERNET - Consumidor ou otário?

Desconheço o autor do texto abaixo que está circulando na internet, mas achei tão interessante e tão absurdo o relato, que decidi reproduzi-lo.

Voce sabe o que custa R$ 13.575,00 o litro?

Sinceramente, nao sei se o cálculo desse exemplo abaixo está correto, mas outro dia entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem (saquinho) do produto, contendo 3 g, ao preco de R$ 1,99. Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3 g a 10 g. Cheguei em casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando proporcionalmente R$ 663,33 pelo quilo do produto. Será que uma especiaria vale tudo isso?

Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as industrias se utilizam "espertamente" desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos.

Acho que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei a estamparem em locais visiveis, os valores em quilo, em metro, em litro e etc de todas e quaisquer mercadorias com embalagens inferiores aos seus padrões de referencias. Entendo que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos.

Vejam o absurdo:

Voce sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro?

Resposta: TINTA DE IMPRESSORA!

Voce já tinha feito o cálculo?

Veja o que estão fazendo conosco.
Ja nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguem reclama mais. Não muito tempo atrás as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras...

Ai, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora.

Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposicao de cartuchos.

Veja este exemplo:

Uma HP DJ3845 é vendida nas principais lojas por aproximadamente R$170,00. A reposicao dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00. Dai, voce vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns
R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$ 80,00 e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica. Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser "tecnologia de ponta".

Para piorar, de uns tempos para ca passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta
(mantendo o preço).Um cartucho HP, com miseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso da R$ 5,59 por mililitro. So para comparação, a Champagne Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29.

Só acrescentando: as impressoras HP 1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estao vindo somente com 5 ml de tinta! A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$ 75,00. Fazendo as contas: 1.000 ml / 5.5 ml = 181 cartuchos R$ 75,00 = R$ 13.575,00..
Veja só: R$ 13.575,00, por um litro de tinta colorida. Com este valor podemos comprar, aproximadamente:

- 300 gr de OURO;
- 3 TVs de Plasma de 42';
- 1 UNO Mille 2003;
- 45 impressoras que utilizam este cartucho;
- 4 notebooks;
- 8 Micros Intel com 256 MB.

Chatos da TV

Sinceridade, gente: quem é mais chatinho - Rodaica Daudt ou Régis Roesing?

sexta-feira, 5 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Assunto escabroso - IV

Agora essa: um estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo. Juro que eu pretendia abandonar por um tempo o tema da infidelidade que ocupou espaço no Via Dutra nas últimas postagens, mas como resistir a uma informação dessas, ainda mais que o estudo foi realizado na sisuda Inglaterra?

O assunto deu manchete no Jornal Nacional e matéria especial com o correspondente da Globo em Londres, o gaúcho Marcos Losekan. Em resumo é o seguinte: homens que traem suas parceiras tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligente, segundo estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quartely. De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London Schol of Economics, Satoshi Kanazawa, “homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes”.

O especialista analisou duas grandes pesquisas americanas que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos. Ao cruzar os dados das pesquisas, concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstram QI mais alto. Kanazawa foi mais longe e revelou que outra conclusão do estudo é que o comportamento “fiel” do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie, o que me leva a crer, pelo crescente aumento da infidelidade que constato no dia a dia, que estamos involuindo, mas deixa pra lá...


Na verdade, a teoria de Kanazawa é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos”, e que isso está mudando. Para o autor, assumir uma relação exclusivamente sexual teria se tornado então uma “novidade evolucionária” e pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adotar novas práticas, ou seja, a se tornar “mais evoluídas”. Isso se deveria ao fato de pessoas mais inteligentes serem mais “abertas” a novas idéias e questionarem mais os dogmas.

Segundo o mesmo estudo, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representa uma evolução. Ah, bom.

Cá entre nós, acho furadas as teses do tal Kanazawa. Parece até pegadinha científica. Posso listar um batalhão de conhecidos infiéis reconhecidamente inteligentes, entre eles o patrono da causa, o ex-presidente americano Bill Clinton, sem falar no nosso FHC e outros tantos puladores de cercas com três dígitos de QI, que, por serem muitos, contrariam a tese, não se caracterizando como exceções a ela.

De qualquer forma, antes que insinuem que estou fazendo a apologia da infidelidade, informo a todos que o meu QI supera os 160 pontos...