terça-feira, 1 de julho de 2014

Quando vale a pena



Confesso que teve um momento que também fraquejei, achando que a Copa em Porto Alegre estava micada. Só que fiquei com minhas incertezas e minhas aflições para não contaminar o ambiente interno  que já estava mais do que pressionado. Pressionado por  toda a sorte de dificuldades a cada projeto que precisava sair do papel, pelo tempo curto que conspirava para que tudo saísse minimamente a contento e nos prazos previstos, na falta de recursos para cada nova demanda, no desanimo de alguns e na má vontade de outros.E eu fraquejei. 

Mas aí aconteceu o click. Nossas lideranças nos convocaram para o esforço final e  pouco a pouco, etapa a etapa, tirando energia do fundo da alma, negociando de todas as formas, motivando sempre, brigando quando necessário e muitas reuniões depois, o amálgama aconteceu. E a Copa se materializou, não apenas no campo e no estádio, mas principalmente fora dela, nas ruas, nas praças e parques, nos bares, com a cidade toda orgulhosa de receber os visitantes e mostrar a eles o que de melhor temos, que é a hospitalidade. E ficarmos mais orgulhosos ainda pelo reconhecimento dos estrangeiros.

Sou bastante rodado e já lanhado por outras jornadas, mas  ainda não perdi a capacidade de me emocionar com as emoções dos outros. E foi o que aconteceu nesta Copa, na minha cidade, com a minha gente.  Me emocionei com o depoimento do motorista da Carris que vai ter o que contar no futuro para seu filho de três meses, com a entrega de 12 horas de trabalho da servidora da saúde,  com a noção de grandeza do momento que estava vivendo do guarda municipal, com o azulzinho contador de histórias, com o gari celebridade vestido de holandês, com a moça faceira do Centro de Atendimento ao Turista. Tudo isso em uma matéria que elegi como referência para  o trabalho realizado até agora – Trabalhadores vestem a camisa da cidade pela Copa, acessível em www.portoalegre.rs.gov.br/portal_pmpa_novo/default.php?p_noticia=170794&TRABALHADORES+VESTEM+A+CAMISA+DA+CIDADE+PELA+COPA – assinada por Melina Fernandes, com versão de Tv pela Denise Righão.

É nessa hora, quando a alma não é pequena como diz o poeta, que vale a pena. Isso não tem preço e, se me permitem. vai uma outra confissão: vou sentir saudades.