terça-feira, 15 de julho de 2014

MInhas razões

Para que não circulem versões fantasiosas estou deixando a Prefeitura de Porto Alegre por iniciativa própria e por razões que o prefeito Fortunati entendeu, sem que eu precisasse dar muitas explicações. Não estou doente, o que não quero é ficar doente. Costumo comparar o trabalho na prefeitura – acho que em todas as prefeituras - a um moedor de carne humana em permanente atividade, 24 horas por dia sete dias por semana. Não quero mais servir de antepasto para essa máquina infernal. Quero poder dormir tranquilo e acordar de manhã sem o sobressalto de saber quais os rolos e ronhas que enfrentarei no dia e de onde virão os ataques. Pela experiência acumulada sei bem como lidar com as pressões, o que me falta agora é saco para o imponderável ou para o deja vu dos rolos e ronhas. Espero sinceramente que o meu bom amigo Bastos, prestes a completar 80 anos, tenha mais paciência que eu. Energia não lhe falta. Aliás, temos mais em comum que a antiguidade, o gosto por eleições e a torcida pelo Grêmio. Acreditamos firmemente que a boa comunicação começa pelas boas relações e nisso ele é mestre. Minha única frustração com o Bastos é que sou um dos poucos jornalistas da cidade que não teve o privilégio de ser chefiado por ele. Bem vindo, Bastinhos, vem tranquilo que o terreno é fértil e os frutos serão bons e generosos. Quanto ao futuro, espero ansioso o telefone tocar oferecendo aquela maravilhosa proposta de trabalho, com pouco estresse e muita grana.