quinta-feira, 26 de junho de 2014

Senhoras virtuosas



Estou em débito com as moças  casadas da repartição que reclamam insistentemente por não serem  citadas no ViaDutra. É verdade. Mas isso tem uma explicação lógica: as moças casadas, senhoras já, são exemplo de virtude, incapazes de uma falseta, nem mesmo em pensamento. Pelo menos as que tenho contato mais próximo, pelas quais coloco as mãos e os pés no fogo.

Então, que história diferente teriam para contar? Qual o fato picante que poderiam acrescentar sobre seus relacionamentos? Aqui vale a velha máxima do jornalismo: a notícia é o homem mordendo o cachorro e não o contrário. Por isso mantenho essa prudente distância em relação ao cotidiano delas. E do passado não ouso falar porque...por que mesmo? Porque a essa altura já não interessa, a não ser como fofoca e não é o nosso caso.

O que resta às senhoras, como a Lora, mãe e esposa exemplar, é dar conselhos às encalhadas, que ouvem com atenção, mas pelo jeito não aplicam as orientações recebidas, pois continuam tão encalhadas como aqueles navios cujos destroços adornam a costa gaúcha. A comparação pode ser forçada, mas insisto com ela em reconhecimento aos esforços de Lora para enquadrar suas colegas e amigas.

Mas não desistam meninas porque um dia o príncipe encantado vai surgir e se adonar de seus coraçõeszinhos românticos. Só não será australiano, holandês, francês ou nigeriano porque já foram embora e argentino, eu que saiba. Não se arrisquem.