segunda-feira, 16 de junho de 2014

Copa da interação

A Copa em Porto Alegre tem me permitido acesso a vários causos relatados por companheiros que tem contato permanente com  nativos e estrangeiros quando ambos estão em situação de interatividade, por assim dizer.

O mais recente relato trata de respeitado chefe de família que foi abordado na Cidade Baixa por um grupo de franceses, ávidos por sugestões de locais para se divertirem na noite que recém começava. Apanhado de surpresa, ao nosso amigo só ocorreu sugerir que prestigiassem afamada casa noturna na rua Olavo Bilac. “Perguntem pela Tia”, ocorreu ainda sugerir e, hospitaleiro como um bom gaúcho, ofereceu seu cartão de visitas caso precisassem de alguma orientação extra. No dia seguinte sua caixa de mensagens foi inundada de agradecimentos dos gringos.

De outra parte reina grande expectativa entre caldáveis de minhas relações, moças de predicados estéticos e morais, todas solteiras, com a presença dos holandeses, saudados como Adônis modernos. Sei não, do jeito que o orange people bebe acho que eles não terão muito tempo nem muita energia para dedicar às nossas queridas prendas, que precisarão se contentar mesmo com o produto regional. Esse não nega fogo, garanto.

Por fim, uma história acontecida na Fan Fest, que é o evento musical e de exibição dos jogos, paralelo à Copa do Mundo. Companheiro de trabalho descobriu que vários nativos vestiram uniformes de seleções estrangeiras para, assim, serem confundidos com turistas ao se apresentarem para as fanfestianas. Um deles, entretanto, logo foi desmascarado porque envergava a gloriosa camisa 7 de Portugal, com a inscrição CR 7 às costas, mas se traiu ao abordar uma pretendente, se puxando num portunhol.

- Como estás, Chica? Vienes siempre aca? Yo soy da tierra de Cristiano Ronaldo.

A conversa não prosperou porque a bonitinha era receptiva, mas não uma idiota completa pra cair na conversa do lisboeta da zona norte.