sábado, 21 de março de 2015

Vexame escatológico

Encontro minha cara amiga Celine à saída do restaurante que só frequento em dias de pagamento, uma vez que a comida é ótima, assim como o atendimento, mas o preço é pra lá de salgado.  Mas isso não vem ao caso porque um encontro com Celine sempre rende boas histórias, como a que ela me contou na ocasião, enquanto esperava que vagasse uma mesa.

O caso ocorreu com um amigo de infância, homem realizado profissionalmente que, depois de dois casamentos e viver uma dezena de anos na Europa,  retornou ao Brasil e passou a curtir a boa vida em Brasília. Recém entrado nos 60 anos, mas bem conservado, numa das festas trocou olhares com conhecida socialite,  ex miss  de um tradicional concurso de beleza.  A senhora já não cozinhava na primeira fervura, embora ainda  muito competitiva, tinha um passado glorioso e circulava como se ainda ostentasse a coroa de miss. Uma coroa irresistível, com o perdão do trocadilho.

Então aconteceu o que tinha que acontecer.  Nosso amigo arrastou a socialite para seu apartamento de cobertura e lá tiveram uma noite que ele considerou luxuriante.  Como era uma estreia e ainda mais com um ícone feminino,  o cidadão resolveu não correr riscos e ingeriu uma pílula azulzinha.
Na manhã seguinte, faceiro da vida, perguntou à senhora se poderiam se ver mais vezes.

- Sem problemas, mas da próxima vez é bom tomar um Viagra que ajuda nessas horas.

O amigo da Celine ficou perplexo,  sem entender onde errara e já decidiu que da próxima vez combaterá a forma borrachuda com dois comprimidos.

Solidária com o amigo, mesmo assim Celine deixou escapar que ele já dera vexame em outra circunstância no passado, antes de migrar para a Europa. Um vexame escatológico.  Foi assim:  durante o ato com uma nova parceira teve uma súbita indisposição estomacal  e foi três vezes ao trono diante da apalermada moça.  O resultado é que ele não conseguiu mais dar conta do recado naquele encontro. O pior foi ouvir a sentença da amiga quando revelou a ela o episódio.

- Assim tu me envergonha: além de brocha, cagão.