terça-feira, 18 de novembro de 2014

ViaDutra, o livro

Venci a preguiça deste meu período sabático e comecei a fazer a pré-seleção dos textos do ViaDutra que poderão compor o livro Crônicas da Mesa ao Lado.  Nem sei se o título será esse, mera sugestão inicial de autor em potencial. A sugestão é inspirada num dos capítulos da edição, justamente aquele em que serão relatadas as histórias, nem todas inteiramente verídicas, ouvidas na mesa ao lado ou reproduzidas por quem frequentou tal espaço.  Os nomes dos envolvidos nos casos  mais escabrosos serão preservados.

A proposta da edição prevê dois outros capítulos, Crônicas da Vida Real e Crônicas da Nostalgia, o primeiro com textos que retratam muito do cotidiano e o segundo com histórias – as que podem ser contadas - da vida pregressa do autor.  Pra encerrar, uma coletânea de frases ouvidas na mesa ao lado, ou verdade peremptórias ou ainda duvidas cruéis que nos atormentam e cuja fonte é o descompromissado Facebook. Vou roubartilhar algumas tiradas de amigos mais talentosos e prometo dar o crédito.

Por enquanto, o que temos é só um projeto e o compromisso do editor, indicado pelo Lucas Barroso, assessor de comunicação da EPTC que tem se revelado um escritor talentoso.  O editor gostou da proposta e estamos apalavrados para sair a publicação em 2015. Já fiz contatos com um festejado escritor gaúcho para o prefácio, um jovem cronista fará a revisão dos textos  e a capa será de autoria de outro mestre na sua arte. 


Cá entre nós, não sei se vai dar certo. Tenho sérias duvidas sobre a qualidade dos textos, que me divertem muito enquanto postados no ViaDutra, mas daí a virar livro, sei não...É nessa hora que penso em Mário Quintana que recusou uma homenagem de sua Alegrete natal, um estátua em bronze na praça principal da cidade, com uma frase que virou lapidar, com o perdão do trocadilho: "Um erro em bronze é um erro eterno".  É isso, com  benção do poeta:  vários equívocos em forma de livro são quase erros eternos. Se nada der certo, já tenho a justificativa pronta: a culpa é dos que me botaram pilha para publicar o livro e não foram poucos.