sábado, 9 de março de 2013

Exagerando na pieguice


Passado o Dia Internacional da Mulher, de tudo o que vi e ouvi, fiquei com a impressão que a celebração esteve reduzida às mazelas que ainda cercam o gênero feminino, um viés cheio de amarguras e cobranças, e de outro às mensagens piegas, apelativas, de um romantismo forçado, como se fosse preciso reafirmar o que não é praticado durante o restante do ano.  Até o caso do goleiro Bruno foi usado em anuncio de uma loja, mas aí já não é caso de mau gosto, mas um autêntico caso de  SN - sem noção.
Toda e qualquer situação, mas especialmente as adversas, tem que conter um aprendizado e, em verdade vos digo, que aprendi muito nestes dias.  Aprendi, por exemplo, que as mulheres ligadas aos movimentos sociais é que detém o conhecimento supremo do que é bom ou ruim, correto ou inválido no que diz respeito as suas iguais. Utilizam ,inclusive ,uma linguagem diferenciada, da qual devemos nos apropriar. Saúdo as militantes e  sou tentado a aderir a sua forma de luta, mas não acho que o reconhecimento do papel da mulher no mundo moderno passe pelo confronto entre militantes x "aquelas outras".
O que eu gostaria mesmo é que hoje e sempre fosse realçado o lado divino, a porção celestial das mulheres, aquilo que tem de  sublime e que nos leva a amá-las com todas as nossas forças e a cometer loucuras de apaixonado em nome desse sentimento, que,  com certeza, merece as benções das divindades.  E vale qualquer exagero porque  é no amor que a mulher se realiza plenamente. Em toda a forma de amor, mesmo a da freirinha que ama a Cristo acima de todas as coisas. Pieguice? Pode ser, mas,  em se tratando das mulheres, ainda prefiro exagerar pela pieguice do que pela chatice. #prontofalei!