sábado, 23 de março de 2013

A teoria do Caldo

Tenho sido provocado com frequência para explicar melhor o que significa o tal de "caldo", que serve para homenagear moças e senhoras das minhas relações pessoais ou virtuais. O que não falta é provocador no Facebook, mas não me intimido diante dos seus reptos,  até porque falar de "caldo é falar em algo prazeroso.

Acho que ouvi a expressão pela primeira vez lá pela década de 80 do século passado na redação de esportes da Zero Hora, que abrigava um time de cobras – e aí cobras pode significar tanto gente talentosa como malévola, algumas incorporando os dois conceitos na mesma pessoa. Pois, foi naquele ambiente que o Ademir dos Santos Fontoura, o Chimba, mestre na arte da diagramação e da sacanagem, cunhou a frase, referindo-se a uma colega de notáveis atributos físicos:  “Fulana dá um caldo!”.  Confesso que até perguntei o porquê da relação "caldo" x atributos físicos, mas fiquei tão impactado pela expressão usada,  justo no momento em que desfilava a nossa frente aquele monumento de mulher, que não gravei qual foi a explicação do Chimba
Lembro que anos mais tarde usei a expressão para saudar minha boa amiga Ana Fagundes, a Guiga e, com todo o respeito, constatei que ela gostou do que ouviu. Ou seja, “caldo” passou a ter a força de um elogio  e, vamos combinar, nenhuma mulher resiste a um elogio, mesmo quando comparada a uma alimentação basicamente aguada. Quando passei a comentar com um “Dá um caldo!” as aparições das minhas amigas no FB, não imaginava a proporção que o elogio ganharia, a ponto de ser disputado por umas como se fosse um troféu e repelido por outras como se fosse uma ofensa, até que recebem a explicação devida no caso das ofendidas.  Vale socializar a explicação:  "caldo" é uma designação reservada às desejáveis!

Criou-se, então, o movimento das "caldeáveis", que cresce dia a dia, inclusive em outras cidades, no país e até no exterior, a ponto de não conseguir reuni-las todas em uma grande confraria como pretendia. Por isso a confraria se reúne no meu coraçãozinho, onde sempre cabe mais uma.
Agora se me perguntarem o que tem a ver "caldo" com tudo isso, respondo peremptoriamente: não sei.  Só sei que funciona.