terça-feira, 10 de novembro de 2015

Pequenópolis, de novo

Pequenópolis é uma cidade grande com gente que pensa pequeno. Seu povo é alegre e hospitaleiro, mas parte dele, uma minoria enfezada, detesta progresso. Essa minoria prefere que a cidade fique numa redoma, de forma a se tornar imutável, mesmo com prejuízo para todos. E a maioria cala e assiste impassível o presente ser congelado e o futuro exterminado. Por isso, a cidade que já foi Futurópolis trocou de nome na medida em que se apequenou. Era a cidade sorriso, hoje é a cidade rançosa.  ( Publicado em dezembro/2010)

Os representantes da banda do atraso de Pequenópolis voltam a atacar. Qualquer projeto que represente um mínimo de avanço é boicotado com os argumentos mais disparatados.  Travestidos de defensores da cidade, uma cidade idealizada mas inviável, essa turminha  não hesita em apelar para a mistificação para reforçar seus frágeis posicionamentos.  São especialistas em nada, exceto na capacidade de se intrometer em tudo que possa trazer inovação, mas opinam sobre complexas questões técnicas como se tivessem  grande embasamento.  E, reconheça-se,  tem público receptivo, aqueles mesmos que ficaram sem  determinadas bandeiras partidárias e precisam de novas  formas  de mobilizações para se manterem ativos. 

Intitulam-se formadores de opinião e se apropriaram indevidamente da exclusividade de pensar Pequenópolis.  Afirmam representar a sociedade, mas não resistem  a uma pesquisa de opinião sobre a aceitação das melhorias previstas para a cidade.  Não são muitos, mas fazem barulho e, por isso, às vezes preocupam quem tem que tomar decisões. 

Dois exemplos da intervenção maléfica desses oportunistas de plantão se expressam nas campanhas contra o projeto de revitalização do Cais Mauá e o Projeto Orla, ambos do consagrado urbanista Jaime Lerner. Sobre o primeiro afirmam, por exemplo,  que os armazéns tombados irão abaixo, o que não é verdade, mas mostram fotos de um prédio  - não tombado -  em demolição como prova de que a intervenção no espaço é lesiva ao patrimônio histórico. Em relação ao projeto Orla fazem questão de confundir com o do Cais para tumultuar o processo, mas como não tem muito a criticar direcionam a reprovação aos tapumes de segurança. “Escondem a obra e o Guaíba”, é a alegação, que não se sustenta diante do resgate futuro daquele recanto de Pequenópolis. São tantas inconsistências que chega a irritar, como fizeram no movimento contra o projeto de moradias no Pontal do Estaleiro, decretando que aquela área está destinada a se tornar um deserto após o horário comercial. Foi um autentico movimento de lesa cidade! 

Haja paciência com essa gente. Parece que  odeiam a cidade  e, até por isso,não me representam.