terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vida normal


Cá estou eu, livre, leve e solto. Depois do mergulho nas profundezas de uma campanha eleitoral, volto a tona e à normalidade.  Mas a noite que antecede o grande dia é de vigília e  de pura ansiedade, mesmo com a certeza da vitória. Vitoria que vem acompanhada de providências para fazer frente aos militantes que querem – e merecem - festejar e a mídia, sequiosa  e inquieta para primeira entrevista.  Lidar com esses dois públicos, ainda mais simultaneamente,  exige muito traquejo e concentração total, por isso a  ficha que dá conta da grandeza da vitória só cai  quando começam a chegar as mensagens de congratulações, inclusive de adversários, até o telefonema do meu filho, que me deixa engasgado.

Já passou. Agora é retomar as caminhadas, dois ou três dias de academia por semana, uma escapada a Curasal,  reviver as confrarias, assistir aos filmes em DVD sem dormir, voltar ao Fronteiras do Pensamento e resolver o que ficou pra trás, mesmo que seja prosaico, como lavar o carro e trocar a surdina, ou importante, como aqueles exames médicos há muito aguardados pelo cardiologista. Vida que segue.

A normalidade só é quebrada pelos telefonemas, alguns de parabéns, mas a maioria é do querido malario da imprensa em busca de entrevistas exclusivas com Fortunati. Frustração quando informo que já não é mais comigo. Aliás, mesmo grande, vai faltar Fortunati para tanta agenda.

Agora só falta aquela ligação para oferecer um emprego maravilhoso. Parece que o Obama está a minha procura...