sábado, 28 de janeiro de 2012

Será o fim dos tempos? - parte II

                                         Barbeiragem náutica nos EUA.

A arrancada de 2012 realmente é de preocupar qualquer vivente. O ViaDutra já havia registrado sua perplexidade com alguns acontecimentos um tanto fora do comum nos primeiros dias do ano e o caso mais notório é do meio naufrágio do navio Costa Concórdia. O mês de janeiro nem terminou e a bruxa continua à solta.  No Rio, alguém fez alguma bobagem num prédio de 20 andares, que veio a abaixo e derrubou outros dois.  O mais interessante é observar os especialistas tentando explicar o ocorrido e a forçação de barra das TVs para transformar a tragédia em mini seriados dramáticos no caso de cada uma das vítimas.

Mas não sejamos injustos com o Rio, imaginando que esse tipo de tragédia só acontece em terras cariocas. Nesta mesma semana foi noticiado, timidamente, pela mídia  o desabamento de um cassino em construção em Cincinatti, EUA, ferindo 13 operários.  E sem intenção de livrar a cara do comandante Francisco “Vade a bordo” Schettino, ainda nos EUA, a barbeiragem de outro comandante num cargueiro arrancou parte de uma ponte no rio Kentucky, sem vítimas.  É isso, soltaram a bruxa.
Por aqui, um acidente operacional com uma boia transformou Tramandaí em notícia nacional e quiçá internacional, com vazamento de mais de uma tonelada de óleo. Teve gente torcendo para que a quantidade fosse maior – é essa mania de grandeza dos gaúchos.  E só assim mesmo para o nosso litoral virar notícia.

E o que dizer da interdição pela vigilância sanitária do incensado Pampa Burger, na Cidade Baixa? Causou comoção entre os gaúchos de fé que os lanches do estabelecimento que veio para fazer o contraponto  gaudério aos globalizados McDonald’s e Subways fossem causadores de transtornos intestinais em vários consumidores.

O Pampa Burger, forçando a barra, seria a versão lanchonete do Fórum Social Temático (ex-Mundial) que foi criado como contraponto a outro movimento, o capitalista Fórum Econômico Mundial, de Davos.  A propósito, andei circulando pelos espaços do nosso Fórum e fiquei encantado com a fauna humana atraída pelo evento. Pensei ter voltado anos 70 do século passado. Era um autêntico desfile da moda riponga: aquelas saias longas, vestidões floridos, camisetas, sandálias e chinelos, bolsas de lona atravessadas e, em alguns casos, moderníssimas – no contexto -  pochetes. De moderno, o FST contribuiu para minha erudição com um novo termo: coletivo de hackers, ouvido de um representante do Ministério da Cultura, quase um clone do ex-ministro Gilberto Gil no palavreado.

Enfim, são incidências e acidentes deste 2012 que recém está iniciando e que promete. Será prenúncio do fim dos tempos?