sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Meu mundo digital

Agora posso confessar: estou apaixonado por essa coisa de blog. Custei a me entregar, mas hoje me divirto ao escrever os textos. Os poucos que lêem têm gostado, elogiado, o que me gratifica duplamente porque, de alguma forma, estou ajudando a melhorar o astral das pessoas.

O amigo Nilson Souza entende que os blogs são o “jornalismo do umbigo”, a medida em que os blogueiros falam mais de seus assuntos do que da vida lá fora. Pode ser, mas como não tenho pretensões jornalísticas no Via Dutra, viva os blogs! Gosto tanto que faço postagens todos os dias e estou preocupado porque daqui a pouco vai faltar conteúdo. Não sou tão talentoso, nem prolífico assim.

Também estou no Orkut (74 amigos!), esperando as novidades que se anunciam, e no MSN, que uso cada vez menos. Recebo solicitações de amizade para o hi5, mas como não entendi pra que serve, tenho resistido. Nada pessoal a recusa aos convites. E alguém me adicionou ao Quepasa, uma espécie de Facebook latino, mas não tenho freqüentado o espaço que achei muito esquisito. Sem contar que o tal Quepasa, sem minha autorização ou pedido, replicou convites a uma extensa lista de contatos. Sacanagem digital.

Ao Facebook já aderi, com vários amigos conectados e tenho convites todos os dias. O crescimento é exponencial, mas ainda estamos numa fase de namoro, eu tentando entender como funciona e a ferramenta me atrolhando de mensagens dos parceiros. Aí reside minha contrariedade com o Facebook. Alguns dos novos e velhos amigos escrevem demais na área do feed de notícias e ainda tem os amigos dos amigos que se metem a comentar e acaba virando uma "secção abobrinha". Sei que o espírito do Facebook é esse mesmo, integrar as pessoas em rede, replicar informações, gerar conteúdos, expressar um momento, mas não custa nada fazer um filtro. A mim, por exemplo, não interesse que determinada pessoa esteja se preparando para dormir, ou o que comeu no jantar ou ainda que está na hora de levar o cachorrinho para passear.

Pelo volume de mensagens acredito que alguns parceiros vivem para o Facebook, sem outra atividade mais produtiva. Ficaram viciados, esquecendo que tem tanta coisa boa pra se fazer além da comunicação digital. Me poupem.

Agora comecei a flertar com o twitter. Falam maravilhas deste canal de 140 caracteres, pela agilidade – e concisão - ao passar as informações. Sou viciado em informações e isso está me atraindo cada vez mais para virar twiteiro. E me encanta também as sacadas dos mais criativos, verdadeiros haikais, que acompanho eventualmente.

O que me preocupa é como fazer para administrar todos esses formatos e ferramentas, eu que sou da geração pré-digital. Como processar tanta informação? E como encarar o que de novo vem pela frente? Ainda não tenho as respostas, mas vou fazer um esforço para enfrentar com dignidade e sem preconceito esse novo mundo que nos desafia.