quarta-feira, 12 de agosto de 2015

15 minutos de fama


                                          O bom pe. Atilio no Chalé

O lançamento do livro Crônicas  da Mesa ao Lado me proporcionou os 15 minutos de fama a que tenho direito, como previa Andy Warhol. Talvez um pouquinho mais do que os 15 minutos. Foram três programas de TV, um de rádio, notas nos jornais e uma infinidade de postagens nas redes sociais dos amigos. Quem tem amigo não  fica inédito. 

Não é verdade, porém, que os estúdios Disney tenham comprado os direitos da obra para uma versão cinematográfica, estrelada pelo Linei Zago e dirigida pelo Steve Spielberg. Isso é intriga do Márcio Pinheiro que está precisando de publicidade para vender seu livro Este Tal de Borghettinho.  Sobre um telefonema do Boninho para participar do BBB 16 prefiro não comentar...

O melhor de tudo foi rever os amigos do passado, como o Léo Ustarroz,  dono do mimeógrafo onde rodávamos o Na Onda,  e outros com os quais estava apartado há tempos, como o Marco Antônio Baggio, dos bons tempos da Rádio Gaúcha, que apareceu junto com o Cláudio Moretto e a Lucia. O distanciamento não vale para o Piero e a Terezinha D’Álascio que tenho encontrado com frequência e foram dos primeiros a prestigiar o evento.  O Piero é irmão do Luciano, um dos suspeitos- uso “suspeitos”  para ser politicamente correto -, de ter sequestrado o bonde Petrópolis, história  contada na página 67.  Mas talvez tudo não passe de lenda urbana.

Claro que fiquei faceiríssimo  com a presença parceiros da Confraria 1523 e da Confraria do Cachorro Quente e um ou outro desgarrado da Confraria da Caveira Preta,  que está presente no livro pelo prefácio do David Coimbra. Ainda conto as historias da Caveira Preta. E a parentada estava toda lá, com destaque para a Maria Clara que até autógrafo deu, embora ainda não esteja alfabetizada.  Línguas maldosas dizem que, mesmo assim, os escritos da neta são mais legíveis do que os do vô.  Várias caldáveis de primeiro escalão estiveram presentes mas não vou citar nomes porque isso dá uma ciumeira!

Mas o que me deixou surpreso foi a presença do padre Atílio Hartmann, que conheci quando eu produzia um programa para a Cáritas Brasilieira na Rádio Difusora, hoje Band, e ele a missa dominical no Canal 10 – na época  as emissoras pertenciam a Ordem dos Capuchinhos. Aprendi muito de TV com ele e ficamos sem contato por mais de 30 anos, até a noite do lançamento do livro no Chalé da Praça 15.

Após os abraços fraternos, o generoso sacerdote colocou a Livraria Padre Reis que ele administra (fica ali na Duque de Caxias) à disposição para a venda do Crônicas, estabelecendo-se então o seguinte diálogo.

- Mas padre,  acho bom o senhor ler e avaliar antes o conteúdo do livro, especialmente a primeira parte.

Para quem ainda não sabe, a primeira parte contem as crônicas que dão titulo ao livro e, para dizer o mínimo, são as mais picantes, ou seja, inapropriados para uma livraria especializada em obras religiosas. O padre voltou a carga, porém.

- Olha, o Francisco, que é jesuíta como eu,  está provocando muitas mudanças, são novos tempos para a Igreja, tempos mais flexíveis... (O Francisco vem a ser o Papa).

- Vamos fazer o seguinte: o senhor lê as crônicas e se achar que o livro  pode ser comercializado na livraria me avisa que deixo  lá.

Até agora estou esperando o novo contado do bom padre Atílio. Acho que ele já leu as crônicas...


Mesmo assim,  Crônicas da Mesa ao Lado pode ser encontrado em duas livrarias do Centro Histórico: na Nova Roma, na General Câmara,394 e na Karolle, no Santander Cultural, ao lado do restaurante Moeda.  Encontrável ainda na Karolle da José Bonifácio, 95, na Bamboletras, no Shopping Nova Olaria, na Palavraria, Vasco da Gama, 165 e na Banca da República, quase esquina de João Pessoa. Breve também na Livraria Cultura do Bourbon Country. Pedidos pelo Correio para fladutra@uol.com.br.   Na Feira do Livro sessão de autógrafos já agendada para o dia 6 de novembro, um sexta-feira, as 17 horas.