domingo, 5 de outubro de 2014

Minhas escolhas

A vida é feita de escolhas e mais do que frase feita essa  é a verdade verdadeira na hora do voto. O que está em jogo é o que queremos para os próximos quatro anos. Sou  um ser eleitoral desde criancinha. Com parentes na política,  meus irmãos e eu tínhamos envolvimento por inteiro no processo eleitoral e lembro bem que na eleição de Brizola x Peracchi (1958, vencida por Brizola) a brincadeira na casa  era de comitê eleitoral,  um para cada candidato e devidamente ornado de cartazes e santinhos dos litigantes.  Eu tinha oito anos e já achava o dia da eleição cerimonioso, um ritual a ser cumprido, postura que mantenho até hoje.

Quando fico diante da urna sempre me questiono se estou fazendo as escolhas corretas. São segundos de avaliação, de mergulho nas minhas crenças e valores e aí, reconfirmado,  cumpro o meu dever com firmeza. Passei aos meus filhos a idéia da importância do voto e, salvo alguma trairagem que desconheço, temos votado alinhados.  Isso desde a primeira eleição direta para a presidência em 1989, quando o presidente de mesa concordou que eles me acompanhassem a cabine e marcassem, cheios de orgulho, o x por mim (Covas no primeiro turno; Lula no segundo).
Perdi naquela eleição e amarguei outras derrotas, mas celebrei muitas vitórias, porque essa é a essência do jogo democrático, cujo processo eleitoral é um dos instrumentos.
Agora preparo-me para mais uma ida a escolinha da minha seção para depositar meu voto em Ana Amélia Lemos para o governo estadual e Aécio Neves para a presidência da República. São votos bem conscientes, de clara oposição a quem está no poder, mas nem por isso vou desconstituir as preferencias que não coincidem com as minhas. Só espero que a recíproca seja verdadeira para que não fique a má impressão de uma campanha eleitoral mais odienta e menos propositiva.
E que ao final do dia, quando a verdade das urnas se sobrepor às pesquisas e às teses, possamos repetir a afirmação bíblica: “Combati um bom combate”.