terça-feira, 21 de outubro de 2014

Bobagens eleitorais

Essa campanha eleitoral está uma chatice só, com ataques e contra-ataques e a repetição das mesmas fórmulas de sempre, mais para desqualificar o adversário do que para conquistar o eleitor.  Agora justiça seja feita: nunca se produziu tantas sacadas bem humoradas como agora. Graças às redes sociais, todos os dias surge uma nova criação para temperar o mau humor que, por outro lado, impregnou as postagens de boa parte dos dilmistas e dos aecistas.

E quando falo de humor não estou me referindo aquelas  bobagens que alguns amadores jogam na rede imaginando que vai carrear mais votos para seu candidato.  Me espanta,  por exemplo, que ainda se use a baboseira da ameaça comunista como argumento.  O medo é uma arma poderosa para manipular a opinião pública e todos os tiranos modernos – vide Hitler  – souberam usá-la com maestria, mas vamos combinar que apelar para o comunismo- comedor- de -criancinhas é muito retrocesso. Nem os cubanos acreditam mais. Do outro lado,  os petistas deram grande destaque na semana passada à manifestação de um intelectual bolivariano lamentando a possibilidade de Aécio ganhar a eleição e o que isso representaria de nefasto para a América Latina. Vai palpitar assim lá na Bolívia.

Mas o troféu besteirol campeão vai pra postagem que compara os shows dos Beatles no Brasil na era tucana e depois no período petista.  Uma bobagem quase igual ao orgulho  de ter o apoio do Dani Glover, como se a eleição fosse nos EUA. No caso dos Beatles achei que era brincadeira, mas teve tanta gente curtindo e alardeando a diferença roqueira cultural dos dois períodos, que pensei que tinha dado a louca no Facebook.


Sou mais as brincadeiras tipo aquela do apoio do Mick Jaeger, conhecido pé frio, à Dilma , ou os votos conquistados pela presidente a partir da declaração  do cantor Lobão de que vai deixar o Brasil se ela ganhar.  Pode ser contra minha posição,  aecista confesso e militante, mas não deixo de achar engraçado e dar trânsito as sacadas de bom humor.  Quanto as outras, só lamento que as bobagens e a intolerância não escolham ideologia, nem lado.