sábado, 15 de setembro de 2012

Agentes do mal


O momento político é sensível e perigoso. Faltando pouco mais de duas semanas para a eleição municipal as posições começam a se definir e os nervos ficam a flor da pele. Quem está atrás nas pesquisas tende a se exaltar e aí mora o perigo.
Candidato lomba abaixo é como animal acuado: reage com agressividade, quase por instinto. Essa é a fase do “quem não está comigo é meu inimigo”  e qualquer adversário, por mais jaguané que seja, vira agente do mal.  Sei de casos bem recentes...

Às vezes esse comportamento obedece a uma estratégia do marketing da campanha, que busca desqualificar os opositores como forma de estancar a queda e recuperar o terreno perdido. Normalmente não dá certo, mas o pessoal insiste. Também ocorre de o candidato e seus luas-pretas, normalmente gente tranquila e civilizada, ficar transtornada com a rejeição do eleitorado e virar fera disposta a qualquer tropelia. É quando começam as baixarias, a boataria, as difamações,  os falsos  dossiês,  numa ciranda maldosa que não tem mas fim.  Prestem atenção que a guerra já começou.  Nem ex-companheiros de outras jornadas são poupados em nome de uns votinhos a mais. Os parceiros de ontem se transformam nos inimigos de hoje.
Já atuei em campanhas vitoriosas e perdedoras, agressivas e as de “paz e amor” e estou convencido que o conjunto de fatores que leva a vitória  passa necessáriamente por um candidato competitivo, politicamente respaldado,  que inspire confiança, ostente uma biografia que orgulhe, tenha experiência para sustentar os projetos que acena para o futuro, revele sincera indignação com o que está errado e mostre que vai fazer diferença na vida das pessoas e das comunidades.  O resto é trabalho para o marketing.