terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dúvida cruel: ser Cadinho ou Leleco?

                                                    Ah, a Tessália
Vamos lá, amigo, confesse: você está morrendo de inveja do Cadinho e do Leléco, personagens da novela das 9, Avenida Brasil. Cadinho vive uma ménage à quatre , um seu Queque moderno como o interpretado por Nei Latorraca  na minissérie Rabo-de-saia. Só que,  embora desmascarado, o Cadinho conseguiu recompor a relação com as três mulheres, todas elas desejáveis, cada uma com um tipo de beleza diferente. O núcleo das mulheres corneadas deve estar sendo bem avaliado nas pesquisas porque o autor tem escrito situações para os personagens em praticamente todos os capítulos.  Sacanagem sempre dá Ibope.
Outro dia o Cadinho, em interpretação antológica de Alexandre Borges, explicava como não se confundia, trocando os nomes e os gostos quando frequentava um ou outro lar: “Só quem não trai e que tem fixação nisso é que se confunde”, ensinou o bandalho da ficção, reafirmando sua grande capacidade de amar cada uma e as três simultaneamente.   O cara é profissional e, cá entre nós, as três atraiçoadas sabem que o Cadinho é o cara e que ,apesar de tudo, ele está ali para lhes dar carinho, atenção e sexo, que é o que as  mulheres buscam no seu parceiro .E na novela ainda é o provedor...Que situação interessante criou o João Emanuel Carneiro  com  essa relação complicada em que cada uma das mulheres é a outra da outra e da outra.  Será que acontece algo parecido na vida real? Não duvido.

De minha parte não sinto inveja do Cadinho. Esse negócio de estar lembrando as preferências de cada mulher seria um atrapalho na minha vida, primeiro por causa de minha postura marcada pela austeridade e depois porque a memória é meu ponto fraco e logo estaria cometendo besteiras.
Já o Leleco, ah, o Leleco. O coitado vive angustiado com a possibilidade de levar um par de chifres daquela máquina chamada Tessália (Débora Nascimento) e até mereceria por escalar aquele fortão abobado para tentar a moça.  Ah, a Tessália. O Leleco não se deu conta de que é um vitorioso, porque tem e casa aquele monumento  num corpão, um corpão amoroso, fazendo carinhas e bocas de ingênua,  e de vez em quando belisca a ex, vivida pela Eliane Giardini, que ainda dá um caldo, mas na novela tem nome de treinador de futebol – Muricy – coisa mais brochante.  Nesse caso, a ex vira a outra e o atual namorado dela, um gaúcho chamado Juliano Cazarré é quem acaba sendo chifrado.  Que confusão!  Pensando bem, não invejo nem um nem outro.  É muito complicado esse roteiro de infidelidades e, aliás , acho que a novela deveria trocar de nome, passando a chamar-se Corneada Brasil, com o Murilo Benicio e seu Tufão na comissão de frente.  De minha parte, reafirmo que  não teria energia para tanta tentação. Vade retro, Tessália e Cia.