quinta-feira, 1 de março de 2012

O presente

A historia é verdadeira, tem testemunha confiável, mas os nomes são omitidos por razões que vocês logo vão entender. Tudo começou quando o nosso bom parceiro X recebeu um inesperado telefonema no meio da tarde.

- X,  larga tudo e vem rápido aqui no meu escritório.
Quem fazia o apelo era Y, um amigo de fé, empresário bem sucedido e parceiro de  X em outras empreitadas.-

-  O que aconteceu, alguma coisa grave? preocupou-se X.
- Não, mas larga tudo e te manda pra cá, ordenou Y.

Agora mais curioso do que preocupado, X dirigiu-se ao escritório do amigo, na região central de Porto Alegre. Lá chegando foi apresentado uma moça, compenetradamente sentada no sofá do escritório.
- Querida, abre os botões do vestido, pediu Y, com um toque de delicadeza.

X ficou assombrado com o que viu. O vestido funcionava como uma capa: a moça não vestia nada por baixo. Loira natural, depilada, era do tipo mignon, mas naquelas circunstâncias apresentava-se como um monumento de mulher. E, para provocar ainda mais, fazia o gênero doce e meiga.  X quase teve uma ereção.
 Antes que o embasbacado X perguntasse, Y explicou o que significava tudo aquilo.

- O Z,  um  cliente meu, ligou hoje cedo dizendo que estava mandando um vinho de presente pelo meu aniversário.  Aí apareceu essa belezinha ai com o tal presente, mas pediu que eu fechasse a porta do escritório e abriu o jogo, faceira e maliciosa: “Doutor, o presente sou eu!”.
Dito isso, colocou-se à inteira disposição de Y, fornecendo inclusive a camisinha para a segunda parte da sessão.

- Humm, foi bom!, suspirou Y, acrescentando:
- Achei essa coisa tão extraordinária que precisava que alguém viesse aqui testemunhar. Obrigado,amigo pela solidariedade.

Solidariedade até por aí.  X confessa que morreu de inveja do parceiro, mas saiu de fininho deixando o casal à vontade, quem sabe para uma nova rodada.
Ao ouvir o relato dessa história me dei conta de como os meus amigos são sem imaginação. Eles só me enviam vinhos – mesmo -  de presente.