terça-feira, 22 de setembro de 2015

Fora do mundo

Acreditem, jamais assisti ao Pânico na TV nem ao CQC.  Faço cara de paisagem cada vez que alguém me fala sobre algo que considera interessante desses  programas. Também jamais tinha assistido ao  Studio Pampa, que reúne um bando de loiras sob o comando da Cris Barth,  diversão garantida a partir da meia noite,  asseguram os cultuadores do programa. Dia desses, zapeando os canais, acabei deparando com a atração que de tão trash virou cult e aí entendi quem não perde as  edições do Studio Pampa.

Não me tomem por mal humorado ou de má vontade com as produções locais. E também não tenho gostos televisivos tão refinados. Só fiquei  mais exigente depois que inventaram o controle remoto e a TV por assinatura, que oferecem centenas de novas e boas atrações na palma da mão.

Não vi o show do Paul McCartney  nem o recente  do  Queen do B e nenhum outro com  roqueiros enrugados. Não perco, porém, as boas atrações do Porto Alegre em Cena e era assíduo do Festival de Inverno, que deixou de ser realizado. Fui à inauguração da Arena  e passei  tanto trabalho que não voltei mais. O novo Beira-Rio me acolheu em dois jogos da Copa e agora só passo ao largo, nas idas e vindas de casa ao Centro.  Estádio de futebol é sinônimo de muita muvuca pro meu gosto sessentão.

Em outras frentes de preferencia dos portalegrenses,  dificilmente serei visto no Bric da Redenção aos domingos,  muito menos portando equipamento de chimarrão.  Aliás, nem sou aficionado do amargo e também não me convidem para lanches no Mc Donald e outros estabelecimentos de fast  food e vale o mesmo para qualquer lugar que ofereça no cardápio suhsis, sashimis, temakis  e similares no cardápio.  Outro alias:  daqui a pouco teremos mais temakerias do que pizzarias,  farmácias e academias em Porto Alegre.  Em termos gastronômicos sou mais o velho e bom  churrasco,  onde não falte um costela gorda.    

Suponho que essas preferencias  ficam  por conta da ânsia  de Porto Alegre de virar metrópole. Aí fica replicando modismos, o quê, na verdade, nada mais é do que uma expressão do seu provincianismo. 


Ok, podem me chamar de fora do mundo, ermitão, rabugento. Só não me vejo obrigado a aderir a tais modismos ou ir atrás das preferencias dos outros  ou, ainda,  das causas de fácil apelo, travestidas de manifestações cidadãs.   Efeito boiada não é comigo,