domingo, 4 de maio de 2014

Um outro Flávio Dutra

Já fui muito elogiado por fotos maravilhosas e textos idem publicados na revista Ícaro, da velha Varig. No começo, confesso que contrariado, tratava logo de desmentir a autoria.  Com tempo passei a não negar e também não assumia ser o autor, limitando-me a um sorriso de satisfação, até para não frustrar o interpelante.   

Mas não consegui controlar  todas as situações, como a ocorrida com um querido amigo que, vendo anunciado na mídia uma exposição do Flávio Dutra, compareceu ao vernissage.  Chegando cedo, acompanhado da mulher,  estranhou não conhecer os outros presentes (“Pensei que o Flávio Dutra tivesse amigos mais fiéis”, admitiu que pensou na ocasião) e ficou aguardando, entre drinques e canapés,  a chegada do principal personagem do evento.  O tempo foi passando e nada do Flávio Dutra aparecer.  Duas taças de vinho e meia dúzia de salgadinhos depois,  nosso amigo se animou a perguntar:  “E o Flávio Dutra quando chega?”
Foi então que descobriu que o Flávio Dutra daquele espaço e momento, conhecido professor na área de Comunicação,  já se encontrava há muito tempo no recinto, recebendo os merecidos cumprimentos pela mostra fotográfica. Só restou ao bem intencionado intruso também cumprimentar o autor e sair de fininho antes que a gafe fosse ampliada.

Que bom que todas as confusões com meu homônimo fossem divertidas assim.   Sucede que além de ser um despossuído de talentos artísticos, parece que não comungo integralmente das mesmas opiniões do outro Flávio Dutra. Nada que abale nossas distantes e respeitosas relações, mas é que tem ocorrido de divulgarem como minhas posições que são do outro Flávio Dutra.  Volto a dizer, nada que constranja ou que provoque conflito, mas a cada um com o que lhe é de direito.
Alô, professor Flávio Dutra.  Precisamos nos conhecer melhor para que não usem mais nosso santo nome em vão. Que tal um happy?