sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Annus horribilis

A exemplo de vários conhecidos estou contando os dias, as horas, os minutos e os segundos para que o ano de 2013 acabe. Inspirado na Rainha Elizabeth nomeei 2013, por todos os contratempos que produziu, como annus horribilis.

Vale lembrar que a expressão latina foi usada no discurso real no final de 1992, quando a soberana acusou o golpe representado pela separação de Charles e Diana, pelo topless de sua ex-nora Sarah exibido nos tabloides britânicos (sem contar que mostram a moça tendo os dedões do pé chupados por parceiro da hora; confesso que desconhecia este fetiche!), e outras estripulias da realeza, além de um incêndio no Palácio de Buckingham.

Ora, ora, com todo o respeito a veterana rainha, isso aí é fichinha com os ocorridos por aqui e acolá  em 2013. Incêndios, inundações, chuvas torrenciais, árvores mortais, manifestações que desandaram, crimes passionais como nunca, acidentes e incidentes, o imprevisto e o previsível, o que provocaram e o que provocamos.

A culpa de tudo seria o azarento 13 acoplado ao ano, o que nem assim salva os mensaleiros de terem neste o pior dos annus horribilis. Na astrologia chinesa 2013 é o Ano da Serpente que, diferente do sinistro réptil, representaria um período positivo e de muita sorte, mas muito imprevisível, com ocorrência desastres e calamidades!

Já a numerologia indica que se trata de um ano em que as divergências e atritos são potencializados. A astrologia já previa um 2013 regido por Saturno, geralmente considerado uma referência de algo sombrio, rígido e austero. E por ai vai.

Enfim, nem as ciências ocultas conseguem explicar suficientemente porque tanto tumulto em tão pouco tempo, que fizeram de 2013 o verdadeiro ano da Besta, vade retro!

Apesar de tudo, o que mais me preocupa agora é que depois de todas essas explicações não vai faltar quem ache que annus horribilis  tem a ver com aquela parte do corpo humano. Termina logo, 2013.