segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

REFLEXÕES A ESPERA DA VIRADA

1.Prêmio da Mega da Virada chega a 1 bilhão. Quase uma Lava Jato ou mais de 7 vezes o contrato do escritório da mulher do Xandão com o Banco Master.

2. Ditado da hora: Mais na linha de tiro do que o Xandão e o Toffoli.

3. Nova e Grandiosa Mãe de Todas as Batalhas: ministros do STF x Presidente do STF.

4.  Para o Silvonei pior do que a prisão foi o vexame no Paraguai...

4.1. E deu motivo para o Xandão determinar a prisão de outros envolvidos no 8/1. Muy amigo este Silvonei.

5. Bobagem revisitada: Impressionante o número de argentinos que trabalha em oficinas. Deve ser porque os carros deles são de má qualidade...

6. Bobagem revisitada 2: Consta que os anéis de Saturno são meras bijuterias.

6.1. E por que as luas de Saturno e de Júpiter tem nomes e a nossa é só lua?

6.2. E você sabia que os nomes dados aqui para essas luas não coincidem com os nomes dados a elas pelos jupterianos e saturninos?

6.3. O clube Talleres, de Cordoba, bem q poderia ser patrocinado pela Tramontina

7. Vem aí a competição de qual festa da virada terá a maior queima de fogos de artificio.

8. Mas nada supera aquele repórter de importante emissora informando (sic) que a festa da virada em Capão da Canoa vai atrair 1 milhão de pessoas. Juro que ouvi

8.1. Isso é quase 10% da população do RS.

8.2. Só para comparar, a virada do ano mais famosa do Brasil, a de Copacabana, tem previsão de 1,5 milhão de pessoas presentes.

8.3. Esse coisa da “virada” se presta a interpretações muito maliciosas.

9. A crise dos mimos foi séria. Nem agenda recebi.

10. Para que sobrevivamos ao que resta de 2025,roguemos com fervor!

10.1. De novo: por um restinho de ano festivo e sem rolos, roguemos mais ainda!

10.2 Vem logo ano novo. Reina grande expectativa.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

REFLEXÕES RESCALDO DO NATAL

1.Placar do Natal: Mensagens 103 x 04 Mimos

1.1. Incluindo 01 panettone

1.2. Desse jeito, Mimos vai para a Segundona.

2. Vestir no dia seguinte roupa ganha no Natal é coisa de despossuído.

2.1. Mas a criançada está autorizada a exibir seus brinquedos.

3. Será que é algum recado as roupas tamanho G que recebi?

4. Diálogo da mesa ao lado :

- Você odeia uva passa no Natal?

- Eu odeio é parente chato, perguntas sobre a faculdade, serviço, falsidades em geral. Uva passa a gente tira com a mão.

4.1. Mas pra mim, pelo arroz à grega sem uva passa no réveillon, roguemos com fervor.

4.2. Para que não haja torta fria no buffet, roguemos mais ainda.

5. Pergunta que não quer calar: qual o interesse das Retrospectivas televisivas? Não tem nenhum fato novo!

6. Pergunta que não quer calar 2: o Chester é o peru do B?

7. Impressionante nas promoções de Natal o que tinha de anúncio de produtos com 9 no final do preço!

7.1. Deve se para não ter que dar 1 centavo de troco.

8. Contagem regressiva para o início do Gauchão: faltam 15 dias.

8.1.  Único título que nem Flamengo, nem Palmeiras podem ganhar.

9. O Inter vai precisar de guerreiros, por isso vem aí Fabinho Soldado para a comissão técnica.

10. Este verão realmente dá um caldo. Não paro de suar.

11, Pra encerrar, consta que o Xandão vai dar 24 horas para a mídia encerrar a cobertura do episódio com o BC.

11.1. A propósito, não sei porque pensei naquela expressão “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

REFLEXÕES EM TEMPO DE POLEMICA E ESCANDALO

. Voces já notaram que os escândalos brasileiros são sempre com aumentativos? Petrolão, Mensalão, Xandão.

2. Ditados da hora:

2.1. Mais constrangedor que silencio do Xandão e família sobre a relação com o banco Master.

2.1. Mais dividido que o STF sobre o Código de Ética para os ministros.

2.2. Mais soltinha que a caneta de certos ministros do STF.

3. Sobre a polêmica dos chinelos, a mais prejudicada foi a Fernanda Montenegro: os clientes vão pensar duas ou mais vezes antes de contratá-la para um comercial.

3.2. E a mais favorecida foi a Ipanema, que ganhou uma campanha publicitária sem gastar um tostão.

4. O responsável pelo marketing das havaianas foi visto na fila do SINE...

4.1. A proposta do comercial foi um tiro nos dois pés.

5. Temporada da mensagens meigas e ternas pelas redes sociais está a mil.

5.1. Tem aqueles que são fdps o ano inteiro e viram doces e meigos agora.

6. Já eu até aceito ser chamado de bom velhinho neste período.

7. Mas apreciaria que os votos de boas festas viessem acompanhados de um bom vinho ou espumante.

7.1. Para receber mimos, não fechamos no Natal nem no Reveillon

8. A safra de mimos está tão magra que estou aceitando até panettones.

9. Certos presentes recebidos estão mais para Amigo da Onça Secreto.

10. Esportivas: Não existe nada mais chato que noticiário esportivo sem bola rolando.

11. Em seguida sai a tabela da Sul-americana e ficaremos sabendo para quem os vermelhos torcerão na competição.

12. Ainda restam o show do RC, as retrospectivas e o soborô das festas!

13. Vem logo, 2026.

sábado, 20 de dezembro de 2025

REFLEXÕES EM RITMO PRÉ-NATALINO

1. Filmes de Natal, com seus roteiros previsíveis, inundaram o Netflix e o Prime Vídeo.

2. Não me convidem para ceias que tenham cardápios com uvas passa.

2,.1. Essas eu passo.

3. Expectativa relativa do ar por mimos: baixíssima!

4. A safra de "mimos" realmente está em baixa. Queda de 100% frente ao mesmo período do ano passado!

5. Não custa repetir: a diferença entre TOCO e MIMO é a seguinte: quando os outros recebem é Toco; quando a gente recebe, é Mimo.

6. Perder o poder é perder a atratividade dos mimos.

7. É mais fácil ganhar na Mega da Virada do que se livrar das ligações do telemarketing.

9. O pior da festa da firma é o dia seguinte.

9.1. Atire a primeira pedra quem nunca...

10. Ouvido na mesa ao lado, de bandalhos: “Agora estou num período sexbático”.

11. Celebrações em dezembro de títulos conquistados no passado. A dupla Grenal está vivendo de saudade.

11.1. E como é chato, quase odiento, ver os outros times brasileiros decidindo títulos...

12. Inter na liderança...dos grandes clubes em jejum de títulos nacionais: 31 anos!          

13.Vocês já observaram que em novela ninguém toma banho? Todos tomam uma ducha

13,1. E ninguém come salada. Todos comem uma saladinha.

13.2. Os cafés da manhã só perdem para os dos hotéis cinco estrelas.

13.3. E no núcleo dos despossuídos sempre tem sucos.

14. Corrupto cumpridor da legislação trabalhista é o que pede 13º de propina.

15. Pergunta que não quer calar: quem vazou - e por que - o contrato da mulher do Xandão com o Banco Master?

15.1. Pergunta que não quer calar 2: por que o silêncio do casal sobre o episódio?

16. Que sina a nossa: cada filho de presidente que vou te contar...

17. Tô pensando seriamente em fazer uma promessa ali pelo dia 31: só voltar a beber no ano que vem!

17. E o verão chegou chegando!

18. Vinde a mim  os mimos!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A Palavra do Ano à brasileira

*Publicado nesta data em Coletiva.net

Como temos a mania de importar modismos dos EUA, tipo Halloween, não me surpreenderia se em Terra Brasilis começássemos também a escolher a  Palavra do Ano.

Os americanos  desenvolveram um sofisticado processo envolvendo suas mais afamadas universidades para eleger a Palavra do Ano e o resultado, às vezes, é bizarro, como este ano em que a escolha recaiu sobre um número:  67. Tratei do assunto na coluna de 17/11 https://coletiva.net/colunas/academicos-sem-pauta,462387.jhtml

Apenas como exercício de imaginação qual seria a Palavra do Ano no Brasil? Sugestões é que não faltariam. No ano passado certamente seria “resiliência”, que resiste bem e aparece ainda em conversas e textos pós- desastres climáticos. Tem “perrengue” e “treta”, que surgem em nove  em cada dez  entrevistas das chamadas celebridades.  “Narrativa" tem vaga garantida  nos entreveros da política, assim como  “potente”, muito usada pelos palestrantes descolados para dar ideia de força.. O pessoal da corridas de rua adora um “bora” e nos comerciais tem aparecido com frequência o “corre”,  que acredito ser redução de corre-corre ou de correria.

Se me fosse dado o direito de escolher, sem dúvida colocaria minhas fichas em uma expressão que pegou: “quinta série”. No caso, não se refere diretamente à quinta série do ensino fundamental, mas serve para descrever um comportamento infantil ou imaturo, remetendo ao estereótipo de alunos dessa etapa escolar. Tempo de piadas de baixa extração, na maioria das vezes envolvendo órgãos e relações sexuais. Só não me peçam exemplos.

O mais preocupante é que espírito e comportamentos de quinta série contaminaram, pelo viés da idiotice, da sacanagem explicita e/ou da  imaturidade, todo o ambiente da atualidade,  da política às relações entre os poderes, passando pelos embates internacionais,  derivando para a programação das TVs, o protagonismo dos influencers e chega  ao futebol, que,  para nosso desgosto, diz respeito ao pífio desempenho da nossa  dupla Grenal  Tudo ficou muito raso.

Se serve como amostra desses tempos quintafeirinos, o que dizer da briguinha do Lula com o Alcolumbre em torno da indicação de Messias para o STF? E das recentes decisões de Gilmar Mendes blindando o STF e do Toffoli livrando a cara do “banqueiro” do Master? E do Bolsonaro indicando o filho Flávio como seu candidato à presidência da República, para preocupação da direita e satisfação da esquerda? E o barraco na Câmara depois que um deputado ocupou a cadeira do presidente e precisou ser retirado à força? Observe-se que listei ocorrências de pouco mais de uma semana apenas.

“Virou um frege”, diria dona Thélia, minha saudosa mãe que, em vida, acabaria com essas besteiradas todas com outra expressão digna de figurar, a seu tempo,  entre as palavras do ano : “Vão se afumentar!”.

*Como esta é a última coluna do ano desejo a todos os coletivenses boas entradas e melhores saídas em 2026, e poucas ou nenhuma incidência tipo “quinta série”. Até já.

 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

REFLEXÕES PROVOCATIVAS AQUI E ALI

1. “Dosimetria”, bom nome para uma banda... de que mesmo?

2. As relações espúrias de ministros do STF já estão pedindo uma CPI...

2.1. Tem quem advogue que Papai Noel devia dar de presente um exemplar da Constituição para certos ministros do STF.?

3. Neste período das CPIs não terminam em pizza, mas em panettone..

4. Por falar nisso, dezembro a mil e nenhum mimo até agora. Nem panettone.

5. Ouvido na mesa ao lado: "Gosto mesmo é de amigas secretas"!

6. Será que só eu que acho que a Janja tem cara de Janja.

7. Certas lembranças resgatadas pelo FB me levam a uma só conclusão: o que eu já postei de bobagens...!!!

8. Qual o maior inimigo do empoderamento feminino: o vidro de conserva ou a barata?

9. Quem diria, Bolsonaro e o indicado por Lula ao STF tem algo em comum: Messias nome.

10. Já Lula e Bolsonaro tem mais em comum: filhos metidos em rolos.

11. Saudade da Festa da Firma. #sqn

12. Em termos de mimos natalinos estou igual ao Juventude: rebaixado.

13. Aquele deputado do PSOL que deu início ao barraco na Câmara emporcalhou o nome do talentoso cineasta Glauber Rocha,.

14. O que será de nós sem futebol e sem corneta no fim de semana?

15. D’Alessandro, mais uma vítima da autofagia colorada com seus ídolos.

16. Agora estou só pelo ex-charmoso Gauchão.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

De perto ninguém é normal

*Publicado nesta data em Coletiva.net

Quem diria, Lula tem se derramado em elogios ao presidente Trump.  “No contato pessoal é outra pessoa”, teria falado ao próprio americano, na conversa telefônica que mantiveram por 40 minutos. A impressão passada pelo presidente americano coincide com o insuspeito depoimento de Raquel Krähenbühl , correspondente da Globo em Washington. Segundo ela, em pesquisa informal com o pessoal de apoio na Casa Branca, Trump aparece como o mais cordato e gentil dos últimos presidentes americanos, bem diferente no trato pessoal da persona carrancuda que aparece nas entrevistas à TV.  Bush filho também era bem cotado na preferência dos serviçais, enquanto Obama surpreendia pelo distanciamento que mantinha com o pessoal de apoio e a mídia credenciada na Casa Branca. Um comportamento quase arrogante de Obama, mas que mudava integralmente nas aparições públicas, quando irradiava simpatia.

Esse depoimento comprova o que canta Caetano Veloso em Vida Profana: “de perto, ninguém é normal”, ou, usando uma corruptela, longe das câmeras ninguém é normal.  E me remete a um texto que cometi tempos atrás sobre as reações de nossas celebridades artísticas diante do assédio do público.  Vários deles foram reprovados no quesito receptividade aos fãs, se bem que falar mal dos famosos é um esporte nacional.

Poderia enumerar muitos exemplos, incluindo lideranças políticas que só assumem o figurino de gente boa em período eleitoral.   Porém, todos eles têm que saber que a regra é clara:  quem tem exposição pública não pode se valer disso para destratar aquele que é obrigado a conviver com o famosinho. 

A propósito, lembro também que já escrevi sobre um confrade de minhas relações que costuma julgar as pessoas nas dimensões física e jurídica.  A física diz respeito aos atributos pessoais - caráter, personalidade, atitudes – e a jurídica ao desempenho profissional – competência, entregas, relacionamento funcional, comprometimento.  Assim, não é raro se referir a um conhecido no condicional:

- Na física é uma rica de uma pessoa, mas, na jurídica, um baita incompetente.

Também é recorrente a sentença inversa:

- Na jurídica é um grande profissional, mas na física um péssimo caráter.

Nesta minha jornada septuagenária   sou tentado a concordar com o confrade, eis que tenho convivido com gente de todas as espécies.  Conheço perfis, especialmente entre as chamadas pessoas públicas, que induzem a grandes enganos com suas atitudes.  Fina flor da meiguice para efeito externo, nas internas são verdadeiros déspotas.  E parece haver uma relação direta entre a ascensão do sujeito e a incivilidade: quanto mais poderosos, mais autocráticos. Os piores são aqueles que recebem um carguinho e acham que são deuses.

- Dá-lhe o látego e conhecerás o tirano, - dizia, algo solene, um diretor de rádio que conheci no passado, ele mesmo um especialista em disseminar o terror entre os seus colaboradores.

O látego, para quem não sabe, é o chicote usado pelo verdugo para flagelar suas vítimas. As vítimas são todos aqueles obrigados a conviver com os opressores de plantão, porque o sujeito mal avaliado na jurídica, mas de boa índole, ainda passa, porém, o contrário não é verdade. Do jeito que vai, daqui a pouco seremos obrigados a imitar Diógenes, que saia as ruas na Grécia antiga carregando uma lamparina, alegando que estava a procurar um homem honesto e íntegro.  Detalhe: o filosofo era conhecido como Diógenes, o Cínico, o que deve significar alguma coisa sobre o caráter dele.

Na verdade, Diógenes procurava a virtude de uma vida simples e natural, dessa simplicidade e espontaneidade de que são feitas as pessoas do bem, que prescindem do látego porque são integras na física e na jurídica. Se me pedirem nomes dos outros, nem com látego revelo.

 

sábado, 6 de dezembro de 2025

REFLEXÕES EM VÉSPERA DE TUDO OU NADA PARA OS VERMELHOS

1. Colorados em dia de uma torcida fervorosa e três secadas.

2. Ouvido na mesa do lado, de colorados: “Pior é a angústia da espera”.

3. Será que ouviremos no domingo muitos “eu avisei”?

4. Esgotado o estoque de Rivotril nas farmácias da cidade.

5. A maior queda proporcionada pela Red Bull em Porto Alegre pode não ser a descida de skate no Centro Administrativo...

6. Mais uma onda de descrédito do Inter com seus ídolos. Agora os alvos são Abel, D’Alessandro e Alan Patrick.

7. Segundona por Segundona sou mais a da Libertadores, que é a Sul-americana.

8. O filho lançado a candidato a presidente pelo Bolsonaro tem pelo menos uma credencial: é da nobre estirpe dos Flávios.                                                                                                                                          9. FB recorda uma das postagens preferidas: “Tem frases de efeito e frases de afeto, o que já é uma frase de efeito e com afeto!"

9.1. Meu reino por uma frase de efeito,

10. Zeloso mesmo é quem não dá spoiler nem sobre novela do Vale a Pena Ver de Novo.

11. Ouvido na mesa ao lado 2: "Tia Carmem bem que podia ter  lançado o Sexy Friday..."
12. Ditado da Hora: “Mais inchada do que próxima Copa do Mundo”.

13. No quarto pote do sorteio da Copa, sou mais os times das série D do Brasileirão.

14. A Globo consegue se superar e até a mensagem de fim de ano agora é patrocinada.

15. Por essa eu não esperava:  Planeta Atlântida anuncia Armandinho como atração!

16. Primeira semana de dezembro e nenhum mimo até agora.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

REFLEXÕES DEZEMBRINAS E ESPORTIVAS

1. Dezembro chegou. Reina grande expectativa para os mimos.

2. Já o Abel veio como herói colorado; agora virou pensamento mágico.

3. Se bem que o Inter ainda pode escapar da degola, mas já não depende mais do seu principal adversário: o próprio Inter.

4. Reina grande expectativa para a quantidade e o comportamento da torcida colorada no Beira-Rio na última rodada.

5. Reflexão esportiva: um time vencedor sempre começa com uma direção competente.

6. O presidente Barcellos bem que podia pedir ao companheiro Lula o empréstimo do Messias para operar um milagre no domingo.

6.1. Afinal, a sabatina do Messias foi adiada.

7. Mas o Lula está envolvido na Nova Mãe de Todas as Batalhas: contra o Alcolumbre e por causa do Messias,

8. E já surgiu a Novíssima Mãe de Todas as Batalhas: Gilmar Mendes x Alcolumbre.

8.1. Se a elite do Judiciário são os ministros do STF o que esperar das outras instâncias?

9. Ditado da hora: Mais polêmica que a indicação de Messias para o STF.

9.1. Ditado da  hora 2: Mais inconstitucional que decisão do Gilmar Mendes blindando o STF.

9.3. Ditado da Hora 3: Mais elogioso que o Lula falando do Trump.

9.1. Messias, um nome que não condiciona o destino.

10. Bobagem resgatada: bipolar seriam duas garrafas de cerveja Polar? Ou uma garrafa e uma latinha?

11. Estranho: até agora  nenhuma previsão do fim do mundo.

12. Da série Confissões Embaraçosas: na F1 levam pouco mais de dois segundos para trocar os pneus. É a metade do tempo que levo pra começar a pensar onde fica o macaco.

13. O maior anunciante da RBS TV é um tal de Planeta Atlântida e da Globo é a GloboPlay

14. Ouvido na mesa ao lado, de jornalistas: "Já não se ganha mais 'tocos' como antigamente..."

14.1.Toco é o que os outros recebem; a gente recebe mimos.

14.2. Assim, roguemos com fervor por um dezembro mimoso.

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A crônica esportiva tem futuro

*Publicado nesta data em Coletiva.net

No sábado, 29, vivenciei na sede da Associação Riograndense de Imprensa duas situações muito gratificantes: a entrega das premiações aos vencedores do Prêmio Nacional de Reportagem Esportiva/ Aceg 80 anos e o lançamento do livro ACEG 80 anos – 1945-2025. Os eventos fizeram parte das celebrações pelas oito décadas de atuação da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos, nascida como Associação dos Cronistas Esportivos de Porto Alegre/ Acepa.

No concurso de reportagens, com 94 inscritos, ficou evidenciada a qualidade dos trabalhos apresentados, de média para superior, tanto nas categorias profissionais como universitárias. Essa constatação contraria as críticas que tenho ouvido e lido com frequência sobre a atuação da crônica esportiva gaúcha, que viveria um momento de baixa, enfrentando uma crise de identidade e credibilidade, pois estaria dissociada dos interesses do público.  Pela amostra das matérias que concorreram no Prêmio, de uma garotada promissora e vocacionada,  nas redações e na academia,  me arrisco afirmar que há futuro, sim, na crônica esportiva, especialmente no setor da reportagem. Chama a atenção a presença cada vez maior e sempre qualificada, das mulheres no jornalismo esportivo, igualmente entre as profissionais e as estudantes.

Quem sabe daqui a alguns anos, essa gurizada possa estar presente com seus depoimentos num livro que comemore 100 anos da Aceg, complemento da obra que resgata a história de 80 anos da entidade, lançada também no último sábado.

Com 180 páginas e fartamente ilustrado, o livro teve uma edição primorosa do jornalista e editor Fernando di Primio. Dividida basicamente em três pilares, a obra resgata a história dos esportes no Rio Grande do Sul nessas oito décadas; rememora – além da própria trajetória da ACEG – a evolução, os grandes feitos e as grandes coberturas de nossa crônica esportiva no mesmo período e apresenta deliciosas crônicas – histórias vividas – de 32 cronistas esportivos especialmente convidados e que constituem a parte essencial dessa história. Apresenta, ainda, uma pequena biografia dos 24 presidentes da entidade, desde Cid Pinheiro Cabral, o primeiro, a Rogério Amaral, o atual.

De minha parte, escalado para o time dos cronistas convidados, resgatei parte de um texto, intitulado O Profissional da Adrenalina, que publiquei num 8 de dezembro, data em que se comemora o Dia do Cronista Esportivo:

“A data, comemorada no mundo inteiro, segundo registros nada confiáveis, é creditada   a Aulus Lépidis, que seria o primeiro cronista esportivo ao descrever, num  8 de dezembro,  um duelo entre escravos e leões, no jornal Acta Diurna, de Roma. Aulus  acabou ele mesmo devorado por animais famintos, jogado às feras por Marcelus Brunos, o domador dos leões, cuja esposa teria um caso amoroso com o primeiro mártir do jornalismo esportivo. Que história, hein!

Fico pensando em como esse episódio seria contado pela imprensa esportiva da época e tenho certeza de seria uma cobertura ágil, detalhada, emocional e opiniática, com muita adrenalina, portanto,  porque esses atributos – positivos ou negativos – fazem a essência da atividade. A verdade é que a crônica esportiva já nasceu sob o signo da controvérsia e isso é inevitável em se tratando de uma editoria que envolve competições e rivalidades – vide o nosso Grenal.

Não conheço cronista esportivo que não seja apaixonado por seu trabalho e aos que ficaram e aos que virão meu reconhecimento e um abraço parceiro. Boa adrenalina  pra vocês! E vida longa a nossa ACEG”.

 

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

O Desculpante

* Publicado nesta data em Coletiva.net.

Sempre que me envolvo em eventos tenho lidado com um tipo peculiar: o Desculpante. É aquela pessoa que arranja toda a sorte de desculpas para não comparecer ao evento para a qual foi convidada e cuja presença, é importante frisar, seria voluntária. São viagens inesperadas, consultas médicas de urgência, compromissos familiares impostergáveis, reuniões de trabalho em horários tardios. Aparece de tudo, até o sincero “esqueci”.  Tem ainda uma subcategoria que já avisa que fará “o possível para comparecer” e isso, na verdade, é a senha para a ausência certa e para acionar o modo desculpa.

Como já estou acostumado com esses procedimentos e não sou de guardar ressentimentos com  os faltosos – afinal, repito, os convites não implicam obrigatoriedade – acho até divertida a situação. Gostaria apenas que o pessoal fosse mais criativo e ampliasse o leque de justificativas.

De minha parte, que não tenho muita paciência e disponibilidade para tantos eventos que se oferecem, especialmente em finais de ano, sou seletivo nas presenças. Quando compareço,  dou meu prefixo no local e depois de ser bem notado e cumprimentado saio à francesa.

Sessão de autógrafo são um martírio para mim, eu que deveria ser condescendente porque pelo menos duas vezes por ano estou colocando meus garranchos em livros que produzo. Só que desenvolvi uma técnica que dá celeridade ao processo: é autógrafo, foto e um rápido diálogo. Se for uma caldável, ainda tem direito a um gracejo respeitoso. 

Para os lançamentos dos amigos, procuro sempre ser o primeiro a chegar e receber o autógrafo. Se a fila é inevitável começo a dar recados  para os da frente, a fim de  que evitem as resenhas com o autor. Nem sempre funciona e acho que tenho colecionado alguns desafetos com essa atitude incivilizada, reconheço. É que a minha intolerância à filas é mais forte do que  minhas amabilidades, diferente da maioria dos meus iguais veteranos, que adoram uma aglomeração para colocar as conversas em dia, criticar os governos, falar das artes dos netos, dos achaques da idade e das novidades em  receitas de remédios. Nesses casos, nem preciso de desculpa para passar longe dessa chacrinha.

 

REFLEXÕES PROVOCATICAS, MAS NEM TANTO PORQUE O XANDÃO ESTÁ ATENTO

1.      Bolsonaro preso após convocação do filho Flávio para mobilização de apoio ao pai.

1.1.Com filhos como estes Bolsonaro nem precisa de adversários.

1.2.Tudo indica que a prisão de hoje é aquecimento para a Papuda.

2. Na COP, a expressão Mapa do Caminho é a  maior e talvez única  novidade do mega encontro.

3. O fogo na COP pode ser interpretado como um aviso de uma manifestação da natureza contra os bla-bla-bla e a não preservação dos outros elementos.

4. COP meio cheio ou COP meio vazio, eis a questão!

5. Indicação do Lula para substituir Barroso: o STF está precisando mesmo de um Messias?

5.1. O Messias vai ter que fazer milagres para ser aprovado no Senado, que preferia Rodrigo Pacheco para a vaga.

6. Quer dizer então que o Vorcaro, do Banco Master, tem muitos amigos graúdos nos três poderes da República?

6.1. Quanto vale uma delação premiada desse sujeito?

6.2. Ou, seja, quem tem, tem medo.

6.3. Ou, ainda, quem não deve, não teme, nem treme.

7. Ouvido na mesa ao lado: "Quem não deve é porque não tem crédito..."

8. Ouvido na mesa ao lado, repleta de certas lideranças políticas: “Quando ouço uma sirene não sei se corro ou me escondo...”

9. Ouvido na mesa ao lado 3: "Este cara da mesa ao lado está ouvindo toda a nossa conversa..."

10. Mega da Virada é fichinha perto da roubalheira do INSS.

11. Constatação: o que tem de narrador ruim, na mesma proporção da quantidade de jogos exibidos na TV.

12. Tenho observado nas redes sociais uma qualidade a mais na primeira-dama da República: é uma exímia dançarina.

13. Nunca despreze o óbvio. Ele pode conter a verdade.

14. Impressionante como as “especialistas” se produzem pra dar entrevistas na Globo..

14.1. 1Já os “especialistas” aparecem de qualquer jeito.

15. Certas atrizes deveriam processar a Globo e tentar proibir reprise de novelas antigas onde atuaram...quando eram magras, esbeltas, sem pés de galinha e interpretavam, no máximo, personagens de jovens mães e não de avós como agora,

16. Pra encerrar vai uma da Categoria Que Bobagem: O trenó com as renas é o auto de Natal do Papai Noel.

17. Por um fim de semana sem sofrimentos esportivos, roguemos com fervor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Acadêmicos sem pauta

*Publicado nesta data em Coletiva.net

A palavra do ano em 2025 é um número: 67, ou six-seven em inglês.   A escolha é do dicionário on line dictionary.com, que analisou com sua equipe de lexicografia buscas no Google, tendências em redes sociais e frequência em notícias. O significado do termo exige esforço e boa vontade: “67” virou um símbolo de humor, atitude e energia nas trends – o que está em alta - mas sem significado literal. O encanto e relevância da expressão estariam justamente nisso:  ela não quer dizer nada, mas diz muita coisa pela forma como é pronunciado,  vê se pode!

O mais inusitado no processo são as justificativas para a decisão final. Três fatores teriam impulsionado a ascensão vertiginosa de “67” para o lugar mais alto no podium de A Palavra do Ano: a música “Doot Doot (6 7)”, do rapper Skrilla, vídeos virais de basquete no TikTok que popularizaram o termo e o "The 67 Kid", um garoto que repetiu a expressão exaustivamente em um jogo, transformando-a em meme. Ou seja, uma escolha baseada em uma realidade autenticamente norte-americana, que virou febre a partir da Geração Alfa, dos nascidos após 2010.

Só pra lembrar, em 2024 a palavra do ano foi  “brain rot" ("cérebro apodrecido" ou "atrofia cerebral"), e em 2023 foi o “rizz”, termo geralmente citado em postagens relacionadas ao charme para atrair parceiros em potencial. Ambas as escolhas foram da conceituada universidade britânica  de Oxford. Hoje,  quem lembra dessas palavras?

Isso posto, me dou o direito de pensar que os doutos acadêmicos de Oxford e de outras instituições igualmente prestigiadas devem estar sem pauta relevante para essa imersão sazonal em busca da tal palavra do ano. Gostaria de participar como mero espectador da reunião dos lexicologistas  em que a palavra é escolhida entre tantas que ficaram em evidência durante o ano.  Será que os debates são acalorados? Grupos internos torceriam por essa ou aquela palavra? Haveria lobistas externos pressionando para emplacar seu termo favorito, buscando algum tipo de vantagem? Existiriam interesses escusos por trás da escolha?   E, afinal, qual a utilidade de reverenciar a Palavra do Ano? Eis um detalhe que não consigo alcançar.

Como estou adiante do meu tempo, embora seja das gerações baby boomers dos nascidos entre 1945 e 64, já cheguei ao  69, que está acima do agora celebrado 67. Reservo-me o direito ao silêncio obsequioso para não prestar mais esclarecimentos sobre minha preferência pelo 69, que está expressa no livro Quando Eu Fiz 69, lançado em setembro de 2019 e esgotado no mercado.

Não vai faltar quem diga:  “Quanta bobagem!”.  É verdade, mas quem começou foram os acadêmicos sem pauta de Oxford.

REFLEXÕES PROVOCATIVAS PARA COMEÇAR A SEMANA

1. Emoções é que não faltam no Brasileirão:  na parte de cima da tabela, entre os que namoram o rebaixamento e nos que querem escapar da degola. Haja coração!

2. Pior do que estar na segunda página da classificação é fazer conta para escapar do rebaixamento,

3. Enquanto isso, não custa lembrar: amanhã tem jogo da Seleção. Mas é amistoso.

4. A única verdade perene do futebol é o resultado.

4.1. Todo o resto só serve para pauta de programas de debates e discussões em boteco.

5. Constatação esportiva: a tal SAF não livra clube do descenso nem é garantia de título.

6. No Novembro Azul e em dia de eleição o dedo fica muito importante.

7. Bobagem revisitada: Estudo recente mostra que 99% dos mendigos que pedem "um dinheiro pra comer" não comem o dinheiro... (by Rafael Dutra).

8. Confusão em fábrica de tecidos sempre dá pano para mangas.

9. É Black Friday ou Fake Friday?

10. Ouvido na mesa ao lado: “O que não é a meu favor é golpismo!”

11. Golpe pra valer foi o que aplicaram nos aposentados do INSS.

12.  Toda a segunda-feira devia ser feriado.

13. Divagação de início de semana: o atual período passará a história como a Era Opiniática!

14. Bobagens revisitadas:

14.1. Pra ficar politicamente correto vou passar a me assinar Flavie.

14.2.  E vou passar a adotar margem de erro de 3% na contagem da idade: isso significa que posso estar com uns 72 anos...

15. Já estou com saudades da Feira do Livro.

16. Merchan da casa : às 10 da matina tem HISTÓRIAS & ESTÓRIAS DO MUNDO DA BOLA no canal 525, TV Minuano, hoje com a presença da secretária da Copa de Porto Alegre, DÉBORA GARCIA e a jornalista e editora CLAUDIA COUTINHO. Reapresentação às 10 da noite.

17. Merchan da casa 2: hoje é dia de coluna semanal em Coletiva.net. O tema é instigante: “Acadêmicos sem pauta”. Não perda.

sábado, 15 de novembro de 2025

REFLEXÕES EM DIA DE FERIADO REPUBLICANO

1. História recontada: Proclamação da República agora tratada como golpe contra o Império.

1.1. Ah, se o Xandão estivesse lá em 1889!  

2. Com manifestações todos os dias, a sigla COP vai ganhar um novo significado: Como Organizar Protestos!

3. Acabaram os Congressos, Seminários e afins. Agora só existem Summits!

4. Nova Mãe de Todas as Batalhas Esportivas: Pior gestão é de Alberto Guerra x Pior gestão é de Alessandro Barcellos.

4.1. Até empate é mau resultado neste caso.

5. Ditado da hora: Mais previsível que defesa da dupla Grenal levar gol.

6. Ditado da hora 2: Mais estacionado do que o Inter na tabela.

7. Pior do que os maus resultados são as explicações nas entrevistas.

7.1. Outra: pior do que errar é ouvir “eu avisei”;

8. Única vantagem da tal Data Fifa é que a gente está livre por uma semana dos vexames e sofrimentos da dupla no Brasileiro.

9. Da postagem alheia revisitada: “Tamanho não é documento e dinheiro não traz felicidade. (autor desconhecido, pobre e de pinto pequeno)”

10. Da série Sou do Tempo...em que as rádios transmitiam as listas dos aprovados no vestibular.

10.1. Ainda existe o vestibular? Ou enem vestibular existe mais?

11. Esse negócio do Facebook recordar postagens passadas me deixa vexado. Quantas bobagens já cometi, quantas besteiras já escrevi...
12. Em certas brigas dos chamados cachorros grandes no Brasil, a gente deve pedir desculpas aos cachorros pela comparação.

13. A crise tá ficando séria: acabo de ver o anúncio de Aluga-se no prédio de uma imobiliária...

14. Dúvida pertinente: Curadoria tem a ver com medicina ou nada a ver?

15. Outra bobagem: "Reconhecimento de firma" é para a iniciativa privada. Para o serviço público a denominação correta é "reconhecimento de repartição"....

16. Juro que ouvi na mesa ao lado: “Que belo latifúndio glúteo tem aquela ali!”

17. Contagem regressiva: faltam 40 dias para o Natal.

18. Mercham da casa: hoje às 5 da tarde, na Feira do Livro, Cláudia Coutinho e este que vos fala seremos entrevistados pelo polivalente José Alberto Andrade no Show de Bola da Rádio Gaúcha sobre a Corrida dos Jornalistas e outras questões mais.