segunda-feira, 14 de setembro de 2026

REFLEXÕES EM TEMPO DE JULGAMENTO NO SUPREMO

 1.A verdadeira, a decisiva campanha eleitoral está ocorrendo no STF

1.1. Os magistrados já nem se preocupam mais em esconder de que lado estão

2. O escândalo do INSS está perdendo de goleada nos espaços da mídia para o escândalo do STF.

2.1. Na verdade, para os escândalos  do STF.

3. Vocês se deram conta de que, se nada acontecer, o Xandão deve ser o próximo presidente do STF?

4. A que ponto chegamos: ainda precisaremos agradecer ao Vorcaro por desnudar a grossa corrupção envolvendo as elites brasileiras.

4.1. Pelo jeito o esquema era na base de quem não se compra, se vende.

5. O clima está tão tenso na mais alta corte que não surpreenderá se a sessão de amanhã descambar para um bate-boca de borracharia.

5.1. E está valendo qualquer manobra contra o outro lado.

6. Cada uma: pensei que só existisse capinha para celular. Descubro agora que existe capinha no STF, aquele servidor que puxa a cadeira para suas excelências se sentarem.

6.1. Será que existe concurso público para a contratação de capinhas, ou é cargo de confiança?

6.2. Qual a atividade dos capinhas depois que acomodam os doutos ministros?

6.2. Existiria um sindicato, uma associação das capinhas, para defender a categoria?

7. O Augusto Cury é o Enéas desta eleição. Sem o histrionismo e com muita autoajuda.

8. TSE decide: Pablo Marçal está fora da disputa presidencial.. Sabe o que isso significa para o processo eleitoral: nada!

9. Interessante mesmo são os processos que correm em segredo de Justiça mas todo mundo fica sabendo de tudo nos telejornais,

10. No RS, a campanha mais quente é para o Senado. Pelo menos quatro candidaturas estão emboladas na reta final.

10.1. Terreno fértil para fake news contra os adversários.

11. Da série Gastronomia sem mestre na semana Farroupilha: um grande churrasco começa com um fogo competente!

12. Contagem regressiva: faltam seis dias para o Desfile Farroupilha.,

13. A direção do Grêmio concorre com o presidente do STF em lerdeza para tomar decisões.

13.1. Tanto tempo para chegar à conclusão de que o Luiz Castro não serve.

13.2. Alegadamente, o trabalho do técnico era bom. Os resultados é que não ajudavam...

13.3. Quem deveria ir para a Segundona era a direção.

14. Da Postagem Alheia: “Renato voltou. Só falta o Abel. Fora das estátuas, não tem salvação”. (By Caco Belmonte)

15. Por um tempo de redenção para a mais alta corte do país, roguemos fervorosamente.

sábado, 12 de setembro de 2026

REFLEXÕES PARA O FIM DE SEMANA

1. Fim do sigilo: abriram a Caixa de Pandora do caso Master.

1.1.Mas quem não deve não teme, nem treme.

1.2. Em Brasília, constata-se tremedeira geral em certos prédios oficiais.

2. A situação brasileira está como aquele antigo slogan da BandNews: em 20 minutos, tudo pode mudar!

3. Esclarecimento que se impõe: estas Reflexões não recebem recursos de emendas parlamentares, nem dos fundos eleitorais.

4. Esclarecimento que se impõe 2: estas Reflexões não receberam qualquer recurso do Banco Master e também não tem grana investida em paraíso fiscal, nem cotas de resort.

4.1. Bem que o Vorcaro podia pelo menos fazer uma proposta, ou pelo menos convidar para a festinha aquela com 120 moças recrutadas no exterior

5. Novos e estranhos nomes de candidaturas em velas eleitorais: já vi candidatos chamados de Borracharia, Pizza a Lenha, Estética, Buffet Livre, Lavagem Automática...

6. Da série Observações Eleitorais: certos candidatos ganhariam mais se investissem em minutos de silêncio!

7. Os bolsonaristas mais convictos são aqueles que tratam o presidente pelo nome completo: Jair Messias Bolsonaro.

8. Idem os Lulistas com o Luiz Inácio Lula da Silva, precedido de “presidente”.

9. Lembro que o Temer, que o indicou, chamava Xandão de “jurista e professor”.

9.1. . Para Bolsonaro, Xandão era um “canalha”.

9.2.. Se bem que nada impede de um canalha ser jurista e professor...

9.3. Pior são aqueles que são só canalhas. E tem...

10. O que é feito do filho aquele envolvido no escândalo do INSS?

11. E daquele outro filho autoexilado nos States?

12. Quantas vezes ainda ouviremos a expressão “devido processo legal”, que vem substituir aquela outra:  “estado democrático de direito”?

13. O único lado positivo desse rolo federal é que a gente deixa de lado o futebol e o desempenho pífio dos nossos clubes.

14. E os Correios entram em greve. Nem sabia que estavam funcionando.

15. O Brasil é o país da piada pronta.

16. Ouvido na mesa ao lado: “Meu plano de saúde subiu tanto que dá até vontade de ficar doente só para valer a pena.”

17; Contagem regressiva: faltam 22 dias para o primeiro turno das eleições.

17.1. É tanta votação que já fiz minha colinha.

18. Contagem regressiva 2: faltam três dias para a reunião do STF para analisar Xandão no Master.

18.1. Reina grande expectativa.

19. Mercham da casa: logo mais das  10h30  às 13 h ocorre a sessão de autógrafos da

coletânea Diário Animal, com textos de 13 autores sobre seus pets. Local: Gatinhos Café, rua Domingos José de Almeida, 87, bairro Rio Branco. Vai nessa!1. Fim do sigilo: abriram a Caixa de Pandora do caso Master.

1.1.Mas quem não deve não teme, nem treme.

1.2. Em Brasília, constata-se tremedeira geral em certos prédios oficiais.

2. A situação brasileira está como aquele antigo slogan da BandNews: em 20 minutos, tudo pode mudar!

3. Esclarecimento que se impõe: estas Reflexões não recebem recursos de emendas parlamentares, nem dos fundos eleitorais.

4. Esclarecimento que se impõe 2: estas Reflexões não receberam qualquer recurso do Banco Master e também não tem grana investida em paraíso fiscal, nem cotas de resort.

4.1. Bem que o Vorcaro podia pelo menos fazer uma proposta, ou pelo menos convidar para a festinha aquela com 120 moças recrutadas no exterior

5. Novos e estranhos nomes de candidaturas em velas eleitorais: já vi candidatos chamados de Borracharia, Pizza a Lenha, Estética, Buffet Livre, Lavagem Automática...

6. Da série Observações Eleitorais: certos candidatos ganhariam mais se investissem em minutos de silêncio!

7. Os bolsonaristas mais convictos são aqueles que tratam o presidente pelo nome completo: Jair Messias Bolsonaro.

8. Idem os Lulistas com o Luiz Inácio Lula da Silva, precedido de “presidente”.

9. Lembro que o Temer, que o indicou, chamava Xandão de “jurista e professor”.

9.1. . Para Bolsonaro, Xandão era um “canalha”.

9.2.. Se bem que nada impede de um canalha ser jurista e professor...

9.3. Pior são aqueles que são só canalhas. E tem...

10. O que é feito do filho aquele envolvido no escândalo do INSS?

11. E daquele outro filho autoexilado nos States?

12. Quantas vezes ainda ouviremos a expressão “devido processo legal”, que vem substituir aquela outra:  “estado democrático de direito”?

13. O único lado positivo desse rolo federal é que a gente deixa de lado o futebol e o desempenho pífio dos nossos clubes.

14. E os Correios entram em greve. Nem sabia que estavam funcionando.

15. O Brasil é o país da piada pronta.

16. Ouvido na mesa ao lado: “Meu plano de saúde subiu tanto que dá até vontade de ficar doente só para valer a pena.”

17; Contagem regressiva: faltam 22 dias para o primeiro turno das eleições.

17.1. É tanta votação que já fiz minha colinha.

18. Contagem regressiva 2: faltam três dias para a reunião do STF para analisar Xandão no Master.

18.1. Reina grande expectativa.

19. Mercham da casa: logo mais das  10h30  às 13 h ocorre a sessão de autógrafos da

coletânea Diário Animal, com textos de 13 autores sobre seus pets. Local: Gatinhos Café, rua Domingos José de Almeida, 87, bairro Rio Branco. Vai nessa!

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Saudades da Parada da Mocidade

*Publicado nesta data em Coletiva.net.

Durante a Semana da Pátria  me bate uma nostalgia dos tempos escolares, quando desfilávamos garbosos na Parada da Mocidade.  Os principais colégios públicos e particulares mobilizavam seus alunos para o grande dia,  um domingo pela manhã antes do dia 7,  que era reservado para o desfile militares.

Havia ensaios preparatórios e as grandes escolas passavam as semanas afinando os dobrados das suas bandas marciais que puxavam o desfile da gurizada. Lembro-me de um ano em que os alunos da quarta série ginasial do Colégio Rosário desfilaram pela avenida Farrapos de terno e gravata, sinalizando a formatura breve.  E lá fui eu, com meu surrado terno domingueiro, marchando nas primeiras filas, maldizendo quem tivera aquela ideia para um dia de calor intenso.

Havia uma saudável disputa entre as bandas marciais. A do Rosário competia fortemente com a das Dores, esta  com Cláudio Brito à frente,  que sempre foi considerada a mais qualificada. Mas havia outras também afamadas como a do Colégio São João, a do Julinho,  até onde alcança a memória.

Na frente  de todas perfilava-se o Mor da Banda, uma espécie de maestro,  e eventualmente um naipe de alunas com suas sainhas, pernas de fora e acrobacias , imagens perturbadoras para aquele bando de adolescentes. Depois  vinham os instrumentistas  - muitos metais e percussão.  Os novatos começavam tocando pífaros, o que até tentei no Rosário,  mas descobri que não tinha a mínima vocação. Musical.  Foi uma pena, porque o pessoal da banda tinha algumas regalias, eram bem avaliados pelos professores e aqueles uniformes de soldadinhos de chumbo chamavam a atenção das meninas.  A mim restou o surrado terno domingueiro...

Hoje poucas bandas marciais resistem e até a chamada Parada da Mocidade se resume a uma aglomeração  de escolas infantis desfilando nos seus bairros, com muito entusiasmo e pouca produção visual. Não se fala mais em civismo ou patriotismo e até o termo Mocidade caiu em desuso, ficando restrito às escolas de samba ou segmentos jovens de alguns partidos.  Hoje a moda é falar em Geração X, Y, Z , Alfa, Beta e millenials e não me surpreenderia se os desfiles voltassem a ser realizados e a gurizada passasse garbosa pela avenida tuitando seus IPads e celulares recém lançados.

Sinal dos tempos,  de modernidade sem volta.  Mas permitam-me curtir a nostalgia, de um tempo em que o grande dissabor do menino que um dia fui era desfilar com o surrado terno domingueiro.

(Apelar para o saudosismo é o refugio que resta nesses tempos de crise institucional permanente no país)

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

REFLEXÕES ONDE DE TÉDIO NÃO SE MORRE

1  É Supremo Tribunal Federal, mas pode chamar de Zorra Total?

 1.1.O mais político dos três poderes.

1.1. Só falta reivindicar horário eleitoral gratuito. Lado eleitoral já tem.

1.2.Se fosse um clássico de futebol, o STF seria certamente o Grenal.

1.3.Certos ministros até mereceriam ser rebaixados.

1.4.E repórter politico em Brasília deveria receber adicional de insalubridade.

2.      Ditado da hora: “Mais lento para decidir que o presidente do STF”.

2.1.Já está sendo conhecido como Edson Fraquim...

3.      Já o Xandão anuncia que vai fazer um pronunciamento hoje;

3.1.Reina grande expectativa.

4.      Decisão monocrática, bom nome para uma arbitrariedade.

5.      No meio das velas de candidaturas que inundam a cidade encontrei três de nomes estranhíssimos: Banho e Tosa, X & Bauru e Borracharia.

5.1.Não havia especificação para qual cargo concorriam...

6.Será que depois da tempestade vem a bonança; depois do tensionamento, a temperança?

7. Só falta a campanha presidencial virar um MMA  eleitoral.

8. Pesquisa eleitoral boa é a que tem margem de acerto e não margem de erro.

9. Que tranquilidade para Grêmio e Inter: não precisam dar vexame neste meio de semana.

9.1. Mas vem aí uma nova Data Fifa. Que perigo para a dupla.

10. As defesas da dupla Grenal são que nem o Sedex: entregam sempre.

11. A propósito, a gangorra agora no futebol gaúcho é dupla Grenal x Juventude.

12. Juventude que passa a ser conhecido como “flanelinha”: guarda vaga na Segundona para outro clube gaúcho...

13.Ditado da hora 2: Mais deslocado do que Willian Bonner no Globo Repórter.

14.As redes sociais são as maiores  inimigas da concentração.

15. Por uma quinta-feira sem novas crises, roguemos com fervor.

domingo, 6 de setembro de 2026

REFLEXÕES DE VOLTA, MAS DEVAGAR QUASE PARANDO

1. Hoje, 6/9, é o Dia do Sexo, assunto que se presta a diversidade de posições!

1.1. Também conhecido como o dia do “era bom!”.
1.2. O 6/9 foi mera coincidência com 69?
2. Sou do tempo em que a Semana da Pátria tinha o Desfile da Mocidade e apresentação das bandas marciais das escolas.
2.1. Hoje nem existem mais as bandas marciais.
3. Quantas Novas Mães de Todas as Batalhas nesse rolo do STF?
3.1. “Que frege”, diria dona Thélia, minha saudosa e perspicaz mãe.
4. Resgate de publicação alheia: “É falso que Alexandre de Moraes e Luciano Hang são a mesma pessoa”. (Tapejara, o último guasca, by Louzada)
5.Impressão minha ou a safra de jingles das candidaturas está muito ruim este ano?
5.1. O Rigotto chegou a resgatar o antigo e o Lula abandonou o Lulalá.
5.2. Se bem que jingle não ganha eleição.
6. O que tem de pastores e pastoras concorrendo nesta eleição! Vai ver certas igrejas já não são tão rentáveis...
7. Será que só eu que acha essa cobertura jornalística da Expointer uma chatice?
7.1. E parece que só existe agricultura familiar na Expointer. Não existem outras pautas?
8. Tenho observado na mídia que alguns entrevistados atrapalham com suas respostas as teses dos entrevistadores.
9. Brasil é o país dos vazamentos: vazam barragens, vazam depoimentos sigilosos, vazam conversas reservadas, vazam ligações telefônicas e agora vazam até operações da PF.
10. Sobre eleições: quem sabe a origem do União Brasil e de onde foram paridos o Avante, o Podemos, o Republicanos...?
11. A propósito, acho uma demasia dos repórteres que acompanham os candidatos nanicos quando afirmam que “se eleito, o candidato...”, e sapecam uma promessa pro futuro.
11.1. E tem também as citações ao célebre Plano de Governo, muito discutido e que jamais será aplicado.
12. Por um feriado solar, roguemos com fervor.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Debates x Sabatinas

*Publicado nesta data em Coletiva.net

Os debates eleitorais  estão perdendo espaço para as entrevistas individuais com os candidatos, as sabatinas. As candidaturas firmaram convicção que tem mais a perder do que a ganhar nos debates, especialmente quando estão ponteando nas pesquisas e viram o alvo preferencial dos outros candidatos.  Em caso de segundo turno, aí os finalistas vão para o enfrentamento, pau a pau, porque um mau desempenho nos debates pode representar a derrota eleitoral e o não comparecimento recebe a pecha de “fujão”.

O formato engessado dos debates, mesmo que a Globo tente algumas inovações, exige uma preparação especial.

Funciona assim:  os adversários conhecem as fragilidades um do outro e vão explorá-las ao extremo para descredibilizar o outro lado. .  É preciso ter todas as respostas prontas, ser assertivo nas afirmações, ao mesmo tempo em que na sua vez de questionar, o mínimo que se espera é que contra-ataque com firmeza, forçando o erro do adversário. É muito desgaste de parte a parte.  Entre um e outro embate, os candidatos tentam vender seu peixe, falando de seus programas de governo, que muitas vezes não passam de peças de ficção.

Nas sabatinas  o clima é outro, menos tenso e até sobra tempo para tratar de projetos futuros e assumir compromissos com o eleitorado. Esse cenário, entretanto, não vale para o programa Entrevista com o Candidato que a Globo apresentou na semana passada com os seis candidatos mais bem avaliados na pesquisa Quaest. Para não ser acusada de oficialista, a Globo partiu para o ataque, selecionando uma questão de desgaste para cada candidato – só para exemplificar: as relações de Lulinha  com o INSS para Lula, o “patrocínio” do Banco Master para o filme sobre Bolsonaro pai, no caso do Bolsonaro filho – e sobrou até para o escritor dos livros de autoajuda Augusto Cury, que fechou a série de sabatinas e teve que se explicar sobre a viabilidade de suas propostas.

Com isso, a Globo conseguiu desagradar a todos, mas principalmente lulistas e bolsonaristas no tribunal das redes sociais. Nas bolhas de cada um, os entrevistadores Cézar Tralli e Renata Vasconcellos foram parciais e agressivos com seu candidato que, na avaliação da militância., saiu-se vencedor no embate. Na verdade, Lula foi desmascarado quando afirmou desconhecer a “pilantra” (termo que ele mesmo usou) Roberta Luchsinger. e Flávio Bolsonaro continua devendo esclarecimentos sobree a aplicação do recurso do banco do Vorcaro para filme Dark Horse.

 A rigor, só Ronaldo Caiado conseguiu passar pela sabatina sem grande desgaste porque adotou uma estratégia que Brizola usava com maestria: quando a pergunta não interessava respondia sobre outra coisa, desnorteando os entrevistadores.

Os criticados Tralli e Renata ficaram reféns  do formato das sabatinas da Globo com presidenciáveis desde o tempo em que o espaço fazia parte do Jornal Nacional, a partir de 2014, na gestão Willian Bonner. Os entrevistadores sempre pesaram a mão contra os entrevistados e agora não poderia ser diferente.  A diferença talvez esteja na estratégia adotada para os interrogatórios atuais, com  Renata apresentando as perguntas mais incisivas, enquanto Tralli fazia cara de paisagem e abusava das formalidades. Assim a produção do programa acreditava que ficava mais difícil ao candidato ser desrespeitoso e agressivo com a entrevistadora, podendo ser enquadrado como misoginia ou um desses termos modernosos,  tipo “gaslighting” quando a informação feminina é distorcida ou manipulada.

O certo é que Tralli e Renata não vão para o segundo turno da eleição. A Globo já anunciou que Renata Lo Prete, âncora do Jornal da Globo, será a entrevistadora das sabatinas com os presidenciáveis, em caso de segundo turno.  O anuncio foi feito antes mesmo das entrevistas conduzidas – e criticadas – de Tralli e Renata, mas a substituição  sempre vai passar a ideia de que foram mal sucedidos na empreitada, quando, na realidade, apenas seguiram a risca o roteiro traçado pelo jornalismo da Globo desde 2014.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Quem manda neste país?

*`Publicado nesta data em Coletiva.net

Afinal, quem está governando, de fato, o Brasil? O questionamento faz sentido diante da pulverização do poder que se observa, justamente partir  do centro do poder, que é Brasília. O chefe do Executivo,  que seria o responsável primeiro pela administração do pais, é o presidente da República. Luiz Inácio  Lula da Silva.  Entretanto, Lula precisa fazer arreglos com o presidente do Senado, o esperto Davi Alcolumbre, que tem a caneta na mão para despachar para a votação  os projetos de interesse do governo. O insosso presidente da Câmara, Hugo Motta,  também é cortejado porque o Legislativo assumiu grande parte da execução do Orçamento da República e quem tem a chave do cofre, tem poder. Até por isso, nunca antes na história da República  o Executivo foi tão dependente das decisões do Legislativo e agora também do Judiciário.

Ah, o Judiciário e sua corte maior. O contestado STF, mesmo assim, manda e desmanda, legisla muitas vezes em causa própria, determina  quem vai preso e quem deve ser solto, anula processos e vai além das suas prerrogativas de defensor da Constituição. Igualmente, nunca antes o STF se outorgou tantos poderes como agora, com revezamento entre suas excelências para saber quem está podendo mais no momento.

Cresce também  o poder de uma instituição que deveria ser a mais confiável do Estado:  a Polícia Federal. Como tem o mapa da mina das informações privilegiadas, a PF extrapola o seu poder e, com frequência, foge ao controle, deixado de ser ima instituição de Estado para ficar a serviço do governante de plantão. Ou, ao contrário, tem tanto poder que pode  aprontar até contra o presidente, como está ocorrendo agora no caso do Lulinha e seus lobbies junto ao governo.

Tem ainda o deus Mercado, todo poderoso, com suas garras mais visíveis representadas pelos times da Faria Lima e o sistema bancário,  símbolos do poder do mercado financeiro brasileiro, ditando dia após dia,  - preferencialmente em seu benefício - os rumos da política econômica nacional que, ao fim e ao cabo, é o que garante a governabilidade. 

Ah, não vai faltar quem faça a cobrança: “Não vai falar da Rede Globo e do poder da mídia em geral?”.  A mídia está em crise, com credibilidade em baixa,  perdendo audiência, leitores e ouvintes e não tem o mesmo poder de influir nos destinos da nação, como a  Globo fez na disputa entre Collor e Lula, nas eleições de 1989.  Então, vai para a prateleira da segunda divisão dos poderes.

Essa análise, sem nenhuma pretensão acadêmica, até se justifica porque  este anovamos escolher um novo presidente da República, mas não necessariamente quem vai governar o país.

domingo, 23 de agosto de 2026

Gastronomia no ar

*Publicado em Coletiva.net em 21/08/2026

Sou do tempo em que programa de culinária era com a dona Mimi Moro (1894-1977), na antiga TV Piratini. O programa era Cozinhando com Dona Mimi,  em preto em branco, com uma equipe de produção  muito criativa para compensar as carências técnicas da época.  As panelas fumegando, por exemplo, eram focadas através de um espelho colocado acima do fogão, um Wallig, por certo. No fim do programa, a equipe devorava as guloseimas preparadas pela dona Mimi, num tempo em que as frituras não eram demonizadas como hoje. 

Recupero essa lembrança publicada em 2015 a partir da revelação na coluna anterior da minha inveja com a oferta de atrações gastronômicas na TV e nas redes sociais, provocando humilhação a este desprovido de talentos culinários.

Acredito que coube ao Anonymus Gourmet, que os seus contemporâneos jornalistas conhecem como Pinheirinho, dar continuidade à atividade gastronômica na televisão gaúcha, primeiro na RBS e depois no SBT. Eventualmente cruzava com ele no Calçadão de Ipanema, trocando amabilidades e uma ou outra vez deixei registrada a minha inconformidade por ele rejeitar o potencial culinário da berinjela, no que recebi o convicto apoio da simpática esposa dele.

Agora restaram os Destemperados Lelia Zaniol e Diogo Carvalho e o El Topador, Antonio Costaguta e seu churrascos e assadas de apartamento, sempre com a presença de convidados.

Na real,  a culinária está presente em praticamente todos os programas da linha de entretenimento das nossas TVs e até de alguns de viés jornalístico como o JÁ, que nas suas incursões às festas regionais sempre oferece uma amostra das delícias dos pratos típicos locais. É de dar água na boca.  Nas redes nacionais não faltam atrações nos canais abertos e pagos, do programa da caldável Rita Lobo à mesa farta da eterna Ana Maria Braga e seu Louro, passando pelo naipe masculino representado pelo Rodrigo Hilbert  e o Claude Que Marravilha Troigos e seu sotaque forçado.  Outra estrangeira na constelação televisiva-gastronômica é a argentina Paola Carosella. Também não faltam competições em vários canais, com destaque para a Band e o já consolidado Masterchef Brasil.  apresentado como o maior reality culinário do mundo. Por fora corre o fenômeno food truck que começa a também ganhar espaço na TV. E aqui no RS já existem disputas para saber em qual cidade é produzido o melhor chesse, aliás, o melhor Xis.

Se existe oferta é porque tem demanda – e patrocínios comerciais -,  o que explica a profusão de programas e até mesmo canais dedicados exclusivamente à culinária, como o ChefTV . Pode ser modismo, mas acredito que a gastronomia televisiva veio para ficar, uma vez  que reúne alguns ingredientes  presentes com muita força nestes tempos hedonistas: apresentadores que fazem o estilo de celebridades, ambientes  glamorosos, disputas nos reality shows e prazer envolvendo uma necessidade básica, a alimentação. E assim já disputa espaço nobre com as novelas, os noticiários  e as coberturas esportivas.

Toda essa onda provocou a mais profunda mudança nos hábitos alimentares desde que o homem descobriu o fogo e passou a utilizá-lo no preparo da sua nutrição. Agora o prazer da comida passou da mesa para o fogão e deste para a TV, tornando mais verdadeira do que nunca a expressão popular “comer com os olhos”.  Dona Mimi Moro certamente não imaginaria tanto

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Pura inveja

* Publicado nesta data em Coletiva.net.

Confesso: sou um invejoso nato. Invejo, por exemplo, os afamados palestrantes que inspiram plateias por todo o país. Queria ter a bagagem cultural de um Pondé, de um Karnal, a facilidade de se expressar de um Cortella ou de um Clóvis de Barros, a compreensão dos fenômenos da neurociência de um Miguel Nicolelis, e da origem do universo e da vida de um Marcelo Gleiser, e mais a presença cênica e boas histórias para ilustrar, como todos eles.

 Se tivesse um pingo do talento deles e pelo menos uma  tese inovadora  para defender sairia também a palestrar, a conceder entrevistas e participar de programas de grande audiência para opinar sobre a minha especialidade e até sobre o que tivesse pouco domínio, mas me imporia e convenceria com voz firme e gestos estudados.

Entretanto, o que me falta em atributos, me sobra em inveja,

Igualmente, invejo os cozinheiros televisivos ou aqueles que as redes sociais me apresentam para humilhar quem, como eu, mal consegue fritar um ovo. A facilidade com que manejam panelas, frigideiras e caçarolas, preparando pratos que dão água na boca só de olhar. E como sabem o tempero certo e na medida para cada um dos manjares! Agora tenho sido provocado também por churrasqueiros raiz, que dominam o fogo e as carnes, e servem tudo no ponto, enquanto eu me limito  a  oferecer uma costela no espeto e salsichão que, pelo menos, não decepcionam.

Morro de inveja, ainda, dos que expõe com naturalidade e sem muito esforço  suas ideias em forma de letras, em crônicas e artigos, discorrendo sobre assuntos complexos com leveza, mas sem perder a profundidade dos temas. Onde essa gente busca inspiração para sua presença diária nas páginas ou nos programas de rádio e TV? Quero a receita!   Preciso confessar  minha inveja no caso porque sofro pelo menos uma vez por semana o parto de uma coluna  aqui em Coletiva,net.  Minha vingança é não revelar os nomes dos invejados,

Inveja  igual ou até maior tenho nutrido por aqueles nerds que conhecem e usam todas as funções dos celulares e dos computadores, enquanto eu confinei meus conhecimentos apenas em  receber e responder ligações, receber e  passar mensagens, tirar retratos e acessar alguns apps.

O que me consola é que pode haver algum vivente que inveje uma ou outra de minhas exposições públicas.  Se existe, por favor, manifeste-se logo e venha melhorar o astral deste despossuído de talentos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O Dia dos Filhos

* Publicado nesta data em Coletiva.net

Se dependesse de mim, trocava o Dia dos Pais pelo Dia dos Filhos. Parece bobagem, mas o que justifica a paternidade senão os filhos? Filhos são dádivas, sementes que devemos zelar para que cresçam e se transformem em nosso melhor legado para o futuro. Com a certeza de que não errei na receita, celebro então o Dia dos Filhos.

O Dia da Flávia, primogênita, capricorniana como o pai, rebeldia domada pela maturidade, filha e mãe amorosa, solidária e ansiosa com o bem-estar dos mais próximos, e agora empreendedora. O Dia do Rafael, o atlético do meio, promotor de corridas de rua,  um romântico escorpião e um pouco da sina de rabugento, domada pela paternidade. O Dia da Mariana, meu nenê, pequeno dínamo, muita sensibilidade, um passarinho que cedo aprendeu a voar e foi crescer lá longe, voltou ao ninho, virou atriz e agora se aquerenciou de novo por aqui.

Talvez não tenha feito justiça, nessas poucas linhas, ao que meus filhos têm de melhor. Mas eles sabem que sinto um enorme orgulho deles e curto a forma como se curtem. E sabem também que o pai que sou foram eles que moldaram. Agora, mais ainda, é eles que me dão o norte e me guiam, especialmente neste momento de incertezas, e vou estar cada vez mais dependente do rumo que me apontarem.

Instituo, portanto, o Dia dos Filhos, celebro a data e até vou abrir mão dos presentes de sempre -  pijamas e chinelos, canecas e camisas azuis, jaquetas e bons vinhos. A poltrona estofada  para aquela soneca e assistir a meus filminhos já está de bom tamanho.