sexta-feira, 15 de maio de 2026

Sociedade do medo

 *Publicado nesta data em Coletiva.net

O medo é uma arma poderosa para a mobilização das pessoas e coesão dos povos. O regime nazista chegou ao estado da arte na utilização desse sentimento como estratégia para manipular o povo alemão e fazê-lo aceitar a guerra e outras atrocidades que viria cometer.  

Hermann Göring , considerado o braço direito de Hitler e um dos principais arquitetos do Terceiro Reich, revelou em Nuremberg, onde aguardava julgamento, que o que leva uma nação ao conflito é a capacidade dos seus líderes em convencer a população de que existe uma ameaça externa iminente. “A verdadeira ameaça é quem lidera o povo”, resumiu.  E mais: os pacifistas devem ser acusados de traidores da pátria. O medo bem utilizado funciona nesse sentido. É o poder manipulando o medo.

A perturbadora reflexão ocorreu durante conversa privada com o psicólogo americano Gustave Gilbert, personificado pelo oscarizado Rami Malek no filme Nuremberg, que está em exibição nos cinemas.

Estamos no Brasil, no século 21, mas essa questão continua importante como sempre e o que se impõe no contexto de um ano eleitoral é distinguir como o medo vai aparecer na campanha deste ano? Lula já foi vítima dele em campanhas anteriores, basta lembrar o factoide da vinculação dele ao sequestro de Abílio Diniz, na véspera da eleição de 1989 e mais recentemente, o episódio de Regina Duarte, em 2002,  afirmando textualmente que  “eu tenho medo de uma possível vitória de Lula” 

A campanha de Bolsonaro usou com eficiência o fator medo na campanha contra Haddad, mas a esquerda também apela, ao acenar com a volta da fome, o fim de direitos sociais,  os riscos à democracia e a soberania ameaçada, se a direita assumir o poder, entre outros perigos que o bolsonarismo representaria. A desinformação ou a informação deformada realimentam o medo. A verdade é que não tem mocinho neste processo.

Pesquisa do DataFolha,. divulgada em março, há sete meses das eleições, revela que a insegurança, o medo do futuro e o desanimo predominam entre as emoções quando os eleitores falam sobre a situação atual do país. Vale registrar que nem  se está tratando do medo da violência nossa de cada dia, que merece outra abordagem e, finalmente, está  mobilizando o governo federal com um pacote contra o crime organizado.

Agregue-se “estrutural” – como está na moda – ao medo e teremos uma ideia mais clara do ambiente neste ano eleitoral. O medo estrutural decorre de um ambiente de insegurança permanente, quase naturalizado, permeando instituições e relações sociais. Influenciam comportamentos com cautela excessiva ou paralisia. Não é somente individual, mas um sistema onde os agentes temem uns aos outros, retroalimentando desconfiança e inação. No Brasil, ocorre uma espécie de “medo cruzado” entre os poderes (Supremo, Congresso, Executivo), onde desconfianças mútuas podem limitar ações necessárias ou gerar exageros (definições by I.A.)

O cientista social Fernando Schuller em recente coluna, aponta o dedo justamente para o andar de cima, especialmente o STF, ao agir severamente contra críticas como se fossem ataques ao Judiciário. O resultado seria “a criação de uma sociedade do medo”, que “irradia um efeito inibidor”..

Todos esses componentes estarão presentes no pleito presidencial que se avizinha e que se projeta como tenso, intenso, conflituoso, como tem ocorrido ou até mais. Parafraseado Gôring, será que as ameaças vão liderar a decisão do povo? Acredito que a questão vai ser apenas em que medida isso vai acontecer.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

REFLEXÕES COM MISTURANÇA DE ASSUNTOS

1. Só o que o Grêmio não inspira é o sentimento quer leva o nome de seu adversário de hoje na Copa do Brasil.

2.  Conferindo as mensagens do fim de semana cheguei a conclusão de que as mães são muito mais amadas na era das redes sociais

2.1. Já eu dou tanta importância que me considero uma “mãe honorário”.

3. Ouvido na mesa ao lado: "Tu é tão querido que é quase um cachorro!"

3.1. Gostaria de também ser elogiado assim.

4. Ouvido na mesa ao lado 2: “Figura sou eu, ela é um outdoor"

4.1. Gostaria de ter falado essa.

5. Nova Mãe de Todas as Batalhas: detergente de direita x detergente de esquerda.

5.1. O Ypê nunca teve tanta exposição como agora. Isso é bom  ou ruim para a marca?

5.2. Tá na hora da empresa apelar para uma agência de gestão de crise.

6. Da Postagem ao lado: Primeiro perdeu-se a credibilidade dos que devem deter gente. Agora estás se perdendo a do detergente. (by Leo Iolovich)

7. “As decisões do STF até podem ser monocráticas, como defende Flávio Dino, Só não podem  ser monocromáticas”. (by N.;S).

7.1. Nem antidemocráticas, acrescento eu.

8. Aprovação de Lula sobe três pontos na pesquisa Quaest. Algo a ver com a onda de anúncios governamentais na mídia?

8.1. Ou com o encontro com Trump?

9. Já para Flávio Bolsonaro o dia de ontem foi péssimo: em queda na pesquisa e revelação de relações nada republicanas com “o amigo” Vorcaro.

10. Reflexões informa que não recebeu qualquer benefício financeiro do Banco Master ou suas coligadas.

10.1. Gente maldosa dirá que não chegaram ao preço do autor...

11. Ditado da hora: Mais apertado que placar em jogos do Inter.

12. Ditado da hora 2: Mais inconfiável que goleiro colorado.

13. Maior número de vagas no SINE sempre é para operador de telemarketing.

13.1. .Bah, o assédio vai ficar pior ainda!

14. Da Postagem ao Lado: ‘Ame seu advogado porque ele, depois de tua mãe, é o único capaz de te defender sem acreditar em você.”

15. Tem horas que eu penso em exclamar: Meu reino por uma bobagem!

15.1. Penso, logo desisto.

16. Contagem regressiva: faltam 13 dias par ao lançamento do livro Viva a Várzea – Prorrogação.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

REFLEXÕES EM 19 TÓPICOS

1. Quem disse que o Inter joga melhor fora de casa?

1.2. Pelo menos não deu vexame em Curitiba.

3. Quem disse que o Grêmio joga melhor na Arena?

3.1. Assistindo ao jogo contra o Mengo lembrei mais uma vez do mantra do Boris Cassoy: “Isto é uma vergonha”.

4. Ouvido na arquibancada ao lado, de torcedores desalentados: “Existe vida além do futebol?”

5. Nova Mãe de Todas as Batalhas: Ypê (Bolsonarista) x Anvisa (Lulista)

6. E vem aí uma nova queda de braço entre o STF e o Parlamento. Devia ser goleada do Parlamento: são 513 deputados e 81 senadores, a descontar os situacionistas, contra apenas 10 ministros,

6.1. Só que o voto dos capa preta é, digamos, mais qualificado, embora estejam lá só pelo voto de quem os indicou.

7. Interessante o que se ouve em alguns votos no STF: ver  “indícios” virou prova.

e “em tese” sustenta vários despachos dos doutos magistrados.

8. E que voltas em juridiquês deu o Xandão no seu despacho suspendendo a aplicação da Lei da Dosimetria!

9. Constitucionalidade, quantas aberrações, cometem em teu nome.

10. Governo vai lançar pacote contra o crime. Vai haver fuga em massa de Brasília,

11. Se continuar assim, vou trocar o título deste espaço de Reflexões para Provocações.

12. Afinal, o que conversaram Trump e Lula a portas fechadas por três horas? Não é possível que tenham conversado sobre abobrinhas por quase três horas.

12.1. A mídia e as redes sociais estão inundadas de versões, a favor e contra, pra lá e pra cá.

12.2. O tempo será o senhor da verdade.

13. Telejornalismo inventou uma nova categoria de profissionais: o "este economista", o "este empresário", o “este especialista” ...

14. Da Mesa ao Lado: “O politicamente correto é a censura do bem.” Será?

15. Fico preocupadíssimo, quase em pânico, quando alguém posta “Deus no comando”. E se Ele estiver arrependido? E se estiver distraído?

15.1. Deus no comando significa que a Ciência já não dá conta?!

16. Posso não conhecer os bons vinhos, mas com certeza reconheço os maus. Dá uma dor de cabeça...

17. Meu reino por um mote. Eu disse mote, não motel.

18. Contagem regressiva: faltam 7 dias para a convocação da Seleção para a Copa.

19. Reina só uma grande expectativa: Neymar será chamado ou não?

 

sábado, 9 de maio de 2026

Saudosismo, de novo

*Publicado em coletiva.net. em 08/05/2026

Cada vez que apelo para um assunto nostálgico, como na última coluna, não faltam interações dos meus poucos, mas fiéis leitores. Para contextualizar, reproduzi na coluna as colaborações do amigo e experiente jornalista Antonio Goulart sobre a linguagem vintage da crônica esportiva do RS.

 A designação dos clubes mereceu um capítulo à parte. Alguns exemplos:   Tricolor/Mosqueteiro da Baixada (Grêmio), Diabos-rubros dos Eucaliptos (Inter), Jalde-negro da Rainha da Fronteira (Bagé), Xavante (Brasil) e Aureo-cerúleo (Pelotas) da Princesa do Sul, Vovô da Noiva do Mar (Rio Grande).

Nada supera, porém, como foi a narração de Marcos Amaral pela Rádio Gaúcha de um ataque do Água Verde, time paranaense, hoje desativado, contra o Grêmio, pela Taça Brasil de 1968:

- Sobe para o ataque da equipe hidro esmeraldina...

Só faltou acrescentar que os bravos defensores do Mosqueteiro da Azenha neutralizaram a ofensiva áqua- verdosa.

Quem relatou o episódio foi o José Evaristo Villalobos, o Nobrinho, competente repórter de grande vivência no esporte, com o qual tive o privilégio de trabalhar na Zero Hora. Sobre o Marcos Amaral, agora lembro eu, foi namorado da jovem Elis Regina, quando conviveram na Rádio Gaúcha, nos estúdios no Edifício União.  Mas essa é outra história, nada a ver com o ataque hidro esmeraldino.

Mais uma do Nobrinho, também talentoso como contador de histórias. Esta diz respeito ao Claudiomiro, grande figura e um centroavante que deixou saudades. O episódio aconteceu num jogo Santos x Inter, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968, vencido por 3 x 1 pelo time de Pelé, que deu um baile nos colorados. Ao final da contenda, Claudiomiro foi entrevistado e saiu-se com esta pérola:

- Perdemos feio, mas pelo menos pude conversar bastante com o Ramos Delgado.

Ramos Delgado era um ótimo zagueiro argentino e capitão do time santista, o que ensejou a pergunta do repórter.

- Mas tu conheces o Ramos Delgado?

A resposta do Claudiomiro, com aquele seu jeitão espontâneo, foi mais surpreendente ainda

- Conheci agora no jogo, mas como a bola nunca vinha pra mim no ataque, tive tempo de falar bastante com ele. Parece gente boa.

Existe muito folclore em relação ao Claudiomiro, como a explicação que havia escolhido “vermelejos”  e não azulejos (afinal, era colorado)  numa obra em casa, ou que o jogo do Inter seria em “Belém, onde nasceu Jesus”, história também atribuída a outros jogadores menos conhecedores da geografia e das Bíblia, e tem ainda àquela em que teria agradecido “as brhaminhas da Polar”, prêmio de uma emissora por ter sido escolhido o melhor em campo.

Apesar das “versões”, bons tempos aqueles,

 

REFLEXÕES EM EDIÇÃO SABATINA

1.Cada vez que leio sobre mordomias e penduricalhos para o Judiciário, lembro daquele mantra do Boris Cassoy: “Isto é uma vergonha!”

2. E o Ciro Nogueira, hein?! Depois das maracutaias em que se envolveu, devia ser chamado de Ciro Nojeira.

2.1. Mas não se diga que o Vorcaro não era generoso. Só para o Ciro a mesada era de 300 mil mensais, cartão de crédito, viagens, casa à disposição...

2.2. É quase uma união estável...

3. Coisas da política brasileira: as vezes o maior esforço dos governos é convencer sua base aliada a votar a favor do governo.

4. Paradoxo lulista: prestígio internacional em alta, mas nacional em queda.

4.1. Só tem uma coisa pior do que alguns programas da TV: a reprise destes programas.

5. E o “até amanhã” de alguns programas jornalísticos soa como ameaça.

6. Bah, não aguento mais ver na TV aquelas reproduções de recortes de leis e notas oficiais ilustrando matérias.

6.1. Apuração dos fatos zero!

7.Surge uma nova epidemia: a de Summits! Parece ser altamente contagiosa.

8. Inovação, quantas enganações em teu nome!

9. Da postagem alheia: Ainda bem que nenhuma cerveja precisa passar pelo estreito de Hormuz. (autor ficou anônimo)

10. Da postagem alheia 2: Dois eventos raríssimos do futebol atual na mesma semana: Grêmio ganhou um jogo fora e o Inter ganhou uma taça. (By Elton Werb)

11. E se eu revelar que assisti a jogos no estádio do Renner, na Sertório, e que joguei na Colina Melancólica, do Cruzeiro, onde hoje é o Cemitério João 23, e duas vezes no templo do Olímpico e até no Beira-Rio?

11.1. Invejosos dirão que não joguei, apenas entrei em campo.

12. E se eu revelar que sou do tempo em que o NH se chamava Floriano vocês vão dizer que ..

13. Da série Bobagem que não devia estar aqui, mas eu insisto: teto solar à noite vira teto lunar?

14. Ouvido na mesa ao lado sobre a  falsa Melhor Idade: "Minhas limitações estão ficando muito maiores do que as minhas possibilidades".

15. Aos que perguntam como estou: sou como um vinho bem conservado, prestes a virar vinagre.

14. Aliás, posso não conhecer os bons vinhos, mas com certeza reconheço os maus. Dá uma dor de cabeça...

15. Da categoria Mãe é Mãe: "Não tenho filho feio, nem burro". Dona Thelia sabia das coisas e nunca exagerava.

16. Um tim tim a todas as mães!

domingo, 3 de maio de 2026

REFLEXÕES EM FIM DE FERIADÃO E PRA COMEÇAR MAIO

1. Contagem progressiva negativa: Grêmio chega a 101 dias sem vitória fora de casa.

2. Pelo menos não perdeu, mas desta vez nem contra adversário com um jogador a menos conseguiu vencer

3. E que fase do Inter: até sem jogar caiu para o Z4.

4. Baita show da Shakira mas a reportagem e a ancoragem no aquecimento foi só enrolação.

4.1. Em bom português, foi só encheção de morcilha das duas moças.

4.2. Menos mal que o modelito delas era vem revelador...

5. Plagiando a pergunta dos democratas sobre Nixon: “Você compraria um carro usado do Alcolumbre?"

6. Já a liberação de parte do FGTS para os endividados faz lembrar aquela célebre frase de Churchill: “Nunca tantos precisaram tanto de tão pouco”

7. Ditado da hora: Mais desencontradas e inconfiáveis do que pesquisas eleitorais neste período.

8. Cada vez que a mídia fala em “deputado bolsonarista”, “blogueiro bolsonarista” e outros assim, mais se consolida o bolsonarismo.

8.1. Flávio, que não é este que vos fala, agradece.

9. A Justiça Eleitoral devia servir de exemplo para todo o judiciário. Não faz feriadão quando precisa atender os eleitores.

10. Como seria bom se as empresas que bancam aqueles comerciais mimosos na TV transferissem as mimosuras para os serviços que prestam.

10.1. Vale especialmente para os bancos e as operadoras de telefonia.

11. Da série Criaturas que o Brasil esqueceu: onde anda o Mandetta? E o Joaquim Barbosa? E o Joao Dória? E o Nhonho?

12. Essas premiações tipo Top Of Mind devem dar uma ciumeira...

13. E muito cinismo nos cumprimentos entre escolhidos e não escolhidos.

14. Não é fofoca, é vivência no meio...

15. No meu tempo de esforçado repórter esportivo,  técnico à perigo estava “prestigiado”.

16. Não é torcida, apenas pressentimento.

17. Há tempos deixei de ser um sedentário e virei um setentário.

17.1. Mas ouvi mesa ao lado: "Tu é tão querido que é quase um cachorro!"

18. Na real,  depois de certa idade a vida perde o açúcar, o sal, o álcool, o fumo, o sabor, o prazer, a graça...

19. Da série Grandes Verdades: em período sabático todo o dia é feriado!

20. Por uma semana luminosa, roguemos com fervor

sexta-feira, 1 de maio de 2026

REFLEXÕES EM EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA - 29/04

1. Rejeição de Messias pelo Senado e seus desdobramentos.

1.1. A derrota foi do tamanho do empenho governista para a aprovação de Messias.

1.2. Nem deu pra comemorar a redução dos juros decidida pelo Copom.

1.3. Parafraseando aquele ex-ministro do STF: “Perdeu, Messias”.

1.4. Messias é vítima da condução equivocada do governo e vai passar a história como o rejeitado, segundo caso no período republicano.

1.5. Rejeição  de Messias, derrota do Lula, vitória do Alcolumbre.

1.6. Esta derrota custou 12,8 bilhões em emendas para parlamentares.

1.7. Lula não vai deixar barato a derrota e vai cobrar a conta com juros e correção monetária.

1.8. E vem aí a Maior Nova Mãe de Todas as Batalhas: Lula x Alcolumbre.

1.9. Lula que se cuide: Alcolumbre é peso pesado, literalmente e lateralmente.

1.10 Agora Lula tem um dilema pela frente: se indica o Rodrigo Pacheco para a vaga, cede à pressão do agora inimigo Alcolumbre e ainda perde o palanque em MG, o segundo colégio eleitoral do país,

1.11. Pode se sair melhor neste embate se indicar uma mulher, como queriam correntes petistas.

1.12. E  garantir maioria no Senado na eleição cresce de importância para o próximo governante.

2. Ontem não foi um dia bom para dois evangélicos: Messias foi rejeitado e Carlos Vinicius desperdiça três pênaltis e tem gol anilado.

2.1. Que fase do Imortal: em dois jogos, quatro gols anulados e três pênaltis perdidos.

2.2. Não pode ser só azar. A direção tem que intervir logo no vestiário.

2.3. Menos mal que no Chile não foi mais uma derrota fora de casa.

3. O feriado de amanhã é pelo Trabalho ou pelo Trabalhador?

3.1. Pelo Trabalho não deveria ter feriado; já o Trabalhador não ganha dobrado se folgar.

3.2. Feriado incoerente.

3.3. E preparem-se para um fartão de Shakira.

4. Parafraseando Haroldo de Souza: “Mas o que sofrem estes governistas!”.

 

REFLEXÕES EM EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA II. AQUI NÃO TEM FERIADÃO

1. Ainda a rejeição do Messias:

1.1. O Messias teve seu Judas: o Alcolumbre.

1.2. Já o governo teve vários judas no Senado, pelo menos uns 10.

1.3. E quem diria: Xandão foi um dos articuladores do golpe contra o Messias.

1.4. Articulado com o Alcolumbre para impedir a CPI do Banco Master.

1;5. Isso é mais do que uma confissão de culpa no caso do banco do Vorcaro.

1.6. E a bancada terrivelmente evangélica do STF vai ficar desfalcada com a rejeição do Messias,

1.7. Ouvido quarta-feira no gabinete da ´presidência do Senado: “Não vamos dar mais um ministro para o Lula”.

1.8. Ouvido nos gabinetes do Planalto: “A culpa é do Barroso que se aposentou antes do tempo”.

1.9. Ouvido no gabinete presidencial do Planalto: “Bah, mas este café tá frio...”

1.10 E o governo Lula sofreu outra derrota no Congresso...sem dosimetria,

1.11. Ouvido na rádio ao lado: “A rejeição do Messias foi também um recado para o STF”.

1.12 Pergunta que não quer calar: em que medida Lula vai ser bom ou mau cabo eleitoral para as candidaturas estaduais?

1.13 Se eu fosse o Lula escalava outro peso pesado para brigar com o Alcolumbre: o Flávio Dino, por exemplo.

2. Um recado para o pessoal que tenta golpes bancários. Contratem um revisor de textos. Questão de credibilidade para o golpe dar certo.

2.1. São constrangedores os erros nas mensagens que tenho recebido.

3. E já começam a surgir golpes sobre o ressarcimento das multas dos pedágios digitais.

3.1. É preciso reconhecer: os golpistas sabem aproveitar uma oportunidade.

3..2 E com agilidade.

4. Um aviso aos que me ligam com “ofertas imperdíveis”. Tempo perdível da parte de vocês.

5. Dialogo possível:

- Reina grande expectativa.

- Para o quê?

- Pra tudo, pra tudo!

6. É bom um feriadão, não?! Mas sem temporais, por favor.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

REFLEXÕES PRA COMEÇAR A SEMANA DE BOA, COM FRIOZINHO GOSTOSO #sqn

1. Inter, um empate com sabor de virada.

1.1. Mas com pontuação de Z4...

2. E o Grêmio continua imbatível... contra times com 10 jogadores.

2.1. Com goleada de gols anulados. Fez 4 pra valer 1.

3. 1. Tiros e confusão no jantar do Trump com correspondentes estrangeiros. Terreno fértil para teorias da conspiração.

3.2. E muitas teses sobre a segurança presidencial nos EUA.

3.3. É bem verdade que Trump vai aproveitar para dar uma melhorada na imagem, em baixa pela guerra no Oriente Médio.

3.4. O evento foi com jornalistas, garantia de ampla cobertura. Mas teve quem se escondeu embaixo das mesas, inclusive o diretor do FBI.

3.5. E os que fizeram valer o custo do jantar e levaram o vinho pra casa. Sempre tem uma câmera para documentar.

3.6. Lincoln, James Garfield, William McKinley, Theodore Roosevelt, Kennedy, Reagan, Trump... Dar tiro em presidente parece ser um esporte muito popular nos EUA.

3.7. Uma certeza depois do episódio nos EUA: presidentes e correlatos em todos os países vão reforçar os esquemas de segurança.

4. Só pra lembrar: ao criar o mundo, Deus trabalhou em regime 6 x 1.

5. Contagem regressiva; faltam 2 dias para a sabatina de Messias no Senado.

5.1. Mas sabatina não deveria ser no sábado?

6. A compulsão por ser crítico em tempo integral transforma uns e outros em chatos integrais.

6.1. Daqui a pouco eu revelo os nomes.

7. O Facebook era para ser uma tribuna e virou um tribunal!

8. Em tempos de crise aflora o melhor e o pior das pessoas, às vezes na mesma pessoa.

9. Nada irrita mais um imbecil do que deixá-lo sem resposta...

10. É absurdo o número de vezes que ouço absurdo usado para qualquer situação,

10.1. Superou o potente.

11. Daqui a pouco vamos ter mais sites de apostas do que farmácias São João, barbearias e lojas para pets.

12. Guerra na Ucrania completa 6 anos. Nada a comemorar.

13. Quero ser o primeiro a dizer: volta, Verão!

 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Evolução e involução no futebol do RS

*Publicado nesta data em Coletiva.net

Vem aí mais uma Copa do Mundo e as chamadas de TV apelam para lances e narrações de jogos da seleção brasileira no passado. Recordações do vibrante Geraldo José de Almeida, do eclético Luciano do Valle e do irreverente  Silvio Luiz, para citar alguns que deixaram legados, entre os narradores da era do futebol pela TV.

Essas lembranças remetem ao meu começo no Jornalismo, nos idos de 1972, estreando do justamente na chamada crônica esportiva, que  passava por uma  transição, abandonando aquela linguagem mais florida, baseada nos anglicismos importados da Inglaterra, onde nascera o futebol. As narrações e os textos ficaram mais limpos, menos alegóricos, mas ainda se ouvia e lia, aqui e ali, termos como peleja, contenda, cotejo, prélio e, claro, o britânico match, para designar o que hoje conhecemos como jogo ou, no máximo, partida.

Todo este nariz de cera, que também já não se usa mais, para agradecer ao amigo e experiente jornalista Antonio Goulart , que  reavivou o saudosismo ao encaminhar quatro matérias que assinou na coluna Almanaque Gaúcho, de Zero Hora. Intitulados “Assim escrevia e falava nossa crônica esportiva”. os textos resgatam o linguajar dos jornais portoalegrenses dos anos 1950 ao tratar do futebol, aliás, do foot-ball ou soccer. Goulart pesquisou no acervo do Museu de Comunicação Hipólito da Costa e lá encontrou preciosidades como o tratamento de player ou crack para o jogador de antigamente, só “não era politicamente correto falar em atleta negro, mas sim colored. Se também tinha estatura elevada, recebia a pomposa designação de gigante de ébano”, descreve o pesquisador.

O goleiro era tratado por goalkeeper, guarda-valas, guarda-metas e arqueiro. O árbitro aparecia de forma respeitosa como Sua Senhoria, referee, mediador, condutor da peleja,,  os dirigentes podiam ser próceres ou paredros e os narradores de rádio os speakers, que descreviam driblings ou fintas e quando os ânimos esquentavam em campo falavam que os players “iam às vias de fato”. Os redatores escreviam que “a peleja foi arduamente disputada e os atletas empenharam-se vivamente pela vitória” e “perante regular púbico postado nas dependências do estádio”.

O que faltava em objetividade sobrava em toques românticos, anota Goulart. Com  muitos estrangeirismos, acrescento eu.

Os “apelidos” dos clubes eram um capítulo a parte,  levando em conta a cor das camisetas, o nome do estádio ou da cidade. Alguns exemplos: Tricolor/Mosqueteiro da Baixada (Grêmio), Diabos-Rubros dos Eucaliptos (Inter), Jalde-negro da Rainha da Fronteira (Bagé), Xavante da Princesa do Sul (Brasil), Vovô da Noiva do Mar (Rio Grande).

Não tem relação de causa e efeito, mas é inevitável registrar que enquanto a linguagem das editorias de Esporte evolui no RS, no sentido contrário o futebol dos nossos clubes sofreu uma involução nos últimos anos. É o que tristemente se constata nas participações deles em todas as competições fora do circuito regional. Desse jeito, vai ser revivida aquela sentença  do técnico Galego, do tempo em que seu Pelotas era conhecido por Áureo-cerúleo da Princesa do Sul, segundo a qual a dupla Grenal tinha que valorizar o Campeonato Gaúcho, pois era a única competição que tinha condições de ganhar. Para usar uma expressão já incorporada ao linguajar da crônica esportiva, a régua está bem baixa para nossos clubes.