sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O Dia dos Filhos

* Publicado nesta data em Coletiva.net

Se dependesse de mim, trocava o Dia dos Pais pelo Dia dos Filhos. Parece bobagem, mas o que justifica a paternidade senão os filhos? Filhos são dádivas, sementes que devemos zelar para que cresçam e se transformem em nosso melhor legado para o futuro. Com a certeza de que não errei na receita, celebro então o Dia dos Filhos.

O Dia da Flávia, primogênita, capricorniana como o pai, rebeldia domada pela maturidade, filha e mãe amorosa, solidária e ansiosa com o bem-estar dos mais próximos, e agora empreendedora. O Dia do Rafael, o atlético do meio, promotor de corridas de rua,  um romântico escorpião e um pouco da sina de rabugento, domada pela paternidade. O Dia da Mariana, meu nenê, pequeno dínamo, muita sensibilidade, um passarinho que cedo aprendeu a voar e foi crescer lá longe, voltou ao ninho, virou atriz e agora se aquerenciou de novo por aqui.

Talvez não tenha feito justiça, nessas poucas linhas, ao que meus filhos têm de melhor. Mas eles sabem que sinto um enorme orgulho deles e curto a forma como se curtem. E sabem também que o pai que sou foram eles que moldaram. Agora, mais ainda, é eles que me dão o norte e me guiam, especialmente neste momento de incertezas, e vou estar cada vez mais dependente do rumo que me apontarem.

Instituo, portanto, o Dia dos Filhos, celebro a data e até vou abrir mão dos presentes de sempre -  pijamas e chinelos, canecas e camisas azuis, jaquetas e bons vinhos. A poltrona estofada  para aquela soneca e assistir a meus filminhos já está de bom tamanho.