* Publicado nesta data em Coletiva.net
Se dependesse de mim, trocava o Dia dos Pais pelo Dia
dos Filhos. Parece bobagem, mas o que justifica a paternidade senão os filhos?
Filhos são dádivas, sementes que devemos zelar para que cresçam e se
transformem em nosso melhor legado para o futuro. Com a certeza de que não
errei na receita, celebro então o Dia dos Filhos.
O Dia da Flávia, primogênita, capricorniana como o
pai, rebeldia domada pela maturidade, filha e mãe amorosa, solidária e ansiosa
com o bem-estar dos mais próximos, e agora empreendedora. O Dia do Rafael, o
atlético do meio, promotor de corridas de rua, um romântico escorpião e um pouco da sina de
rabugento, domada pela paternidade. O Dia da Mariana, meu nenê, pequeno dínamo,
muita sensibilidade, um passarinho que cedo aprendeu a voar e foi crescer lá
longe, voltou ao ninho, virou atriz e agora se aquerenciou de novo por aqui.
Talvez não tenha feito justiça, nessas poucas linhas,
ao que meus filhos têm de melhor. Mas eles sabem que sinto um enorme orgulho
deles e curto a forma como se curtem. E sabem também que o pai que sou foram
eles que moldaram. Agora, mais ainda, é eles que me dão o norte e me guiam,
especialmente neste momento de incertezas, e vou estar cada vez mais dependente
do rumo que me apontarem.
Instituo, portanto, o Dia dos Filhos, celebro a data e
até vou abrir mão dos presentes de sempre - pijamas e chinelos, canecas e camisas azuis,
jaquetas e bons vinhos. A poltrona estofada
para aquela soneca e assistir a meus filminhos já está de bom tamanho.