segunda-feira, 6 de julho de 2015

Consulta ao Carpinejar

Sou fã de carteirinha do Fabricio Carpinejar, que conheci como assessor de imprensa da Unisinos quando não era tão famoso. Gosto do estilo, das tiradas bem humoradas, do jogo de palavras de suas crônicas no rádio e no jornal. Carpinejar especializou-se em analisar e expressar as relações humanas, as ligações familiares e os conflitos e bem aventuranças dos que se amam.  Ele deve ter muita experiência nessas questões uma vez que, pelo que se sabe, coleciona “relacionamentos sérios” em sequencia, para usar uma expressão do Facebook.

Mas o que está fazendo o Carpinejar no ViaDutra? É que fui desafiado a escrever sobre mulheres que amam de menos em contraposição a dois textos que cometi relatando casos de mulheres que amaram demais (*). É impressionante o que tem de gente que adora enticar com um blogueiro despretensioso. Mas vamos lá.

A rigor, assumindo a logica do Carpinejar, não acredito em mulheres que amam de menos. Quem ama de menos, não ama. Tolera o outro, se satisfaz com pouco e vai levando a vida, sem grandes emoções, porque o sal da vida na relação a dois está no conflito e na reconciliação, na entrega e no desapego, nas idas e vindas. O tédio não é o combustível que vai energizar a relação.

A provocadora Jaque, entretanto, tem outra visão.  Para ela, as mulheres que amam de menos ou que parecem amar de menos são aquelas que não grudam no objeto de seu amor, convivem em harmonia sem sentimento de posse, zelam pela relação para que o outro entenda que esta de olho nele,  mas não são doentiamente ciumentas. Será que interpretei corretamente, hein Jaque?

Pensando bem, deve existir uma terceira via, que não seja tão radical emocionalmente, nem que pareça descomprometida amorosamente. Mulheres que amem demais, mas que sejam  espaçosas de menos.


Acho que vou precisar consultar o Carpinejar para desenhar melhor esse perfil de meio termo.

* A pedido de Jaqueline Selistre